PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, encontra-se em tratamento médico para insuficiência venosa crônica e apresenta quadro de lipodermatoesclerose em pernas, atribuída à doença venosa. Ao exame físico não apresenta ulcerações ou lesões cicatriciais em membros inferiores. Realizou ecodoppler venoso que demonstrou sinais de refluxo em veias safenas magnas. De acordo com o sistema de classificação CEAP elaborado pelo American Venous Forum, como se classifica a apresentação clínica desta paciente?
Lipodermatoesclerose sem ulceração = CEAP C4.
A classificação CEAP é essencial para padronizar a descrição e o manejo da doença venosa crônica. A lipodermatoesclerose, caracterizada por fibrose e inflamação da pele e tecido subcutâneo, indica um estágio avançado da doença, mas ainda sem ulceração ativa, classificando-se como C4.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, resultando em sintomas como dor, edema e alterações cutâneas. A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é uma ferramenta padronizada globalmente pelo American Venous Forum para descrever e categorizar a IVC, auxiliando no diagnóstico, tratamento e pesquisa. Compreender essa classificação é fundamental para residentes e profissionais de saúde. A lipodermatoesclerose é uma manifestação avançada da IVC, caracterizada por fibrose e inflamação da pele e tecido subcutâneo, resultando em endurecimento e hiperpigmentação. Ela é classificada como C4 na escala clínica do CEAP. O ecodoppler venoso é crucial para identificar o refluxo venoso, que é a base fisiopatológica da doença, especialmente em veias safenas magnas, confirmando a etiologia e a anatomia do problema. O manejo da IVC envolve medidas conservadoras como compressão elástica, elevação dos membros e exercícios, além de intervenções para o refluxo venoso, como ablação térmica ou cirurgia. A identificação correta do estágio CEAP guia a escolha terapêutica e o prognóstico. A prevenção da progressão para úlceras (C5 e C6) é um objetivo primário do tratamento, destacando a importância do diagnóstico precoce e manejo adequado da lipodermatoesclerose.
A classificação CEAP avalia a doença venosa crônica em termos de características clínicas (C), etiológicas (E), anatômicas (A) e fisiopatológicas (P). A parte clínica (C) varia de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera venosa ativa).
A lipodermatoesclerose é uma alteração cutânea da insuficiência venosa crônica, caracterizada por endurecimento da pele e tecido subcutâneo, hiperpigmentação e inflamação, frequentemente na região maleolar. Corresponde à classe C4.
C4 inclui alterações cutâneas como lipodermatoesclerose e hiperpigmentação. C5 é para úlcera venosa cicatrizada, e C6 para úlcera venosa ativa. A presença de úlcera é o divisor entre C4 e C5/C6.
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