Classificação CEAP: Entenda a Doença Venosa Crônica

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 30 anos de idade, sexo masculino, procura atendimento médico para tratamento de quadro clínico de edema em membros inferiores de início há 2 anos. Nega traumas, comorbidades ou tratamento para doenças prévias. Ao exame físico apresenta edema em pernas bilateralmente, sem alterações da pele, além de ausência de ulcerações ou lesões cicatriciais. Ecodoppler venoso demonstrou dilatação do calibre venoso e incompetência valvular com consequente refluxo em veias poplíteas direita e esquerda, sem outras alterações no sistema venoso. Considerando o caso relatado e o sistema de classificação CEAP do American Venous Forum, como se classifica este paciente?

Alternativas

  1. A) C3 Ep Ap Pr
  2. B) C4 Ep Ap Po
  3. C) C4 Ep Ad Po
  4. D) C3 Ep Ad Pr

Pérola Clínica

Edema bilateral sem alterações cutâneas + refluxo venoso profundo primário = C3 Ep Ad Pr.

Resumo-Chave

O sistema CEAP classifica a doença venosa crônica. O paciente apresenta edema (C3), etiologia primária (Ep), anatomia profunda (Ad) com envolvimento das veias poplíteas, e fisiopatologia de refluxo (Pr).

Contexto Educacional

A Doença Venosa Crônica (DVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada por alterações morfológicas e funcionais do sistema venoso que resultam em refluxo ou obstrução. O sistema de classificação CEAP (Clínico, Etiológico, Anatômico, Fisiopatológico) do American Venous Forum é a ferramenta padrão ouro para descrever a DVC, permitindo uma comunicação padronizada e a avaliação da gravidade da doença. É essencial para o planejamento terapêutico e prognóstico. No caso apresentado, o paciente tem edema em membros inferiores (C3), sem outras alterações cutâneas. A ausência de traumas ou comorbidades prévias sugere uma etiologia primária (Ep), ou seja, a doença venosa não é secundária a outra condição. O ecodoppler venoso demonstrou refluxo em veias poplíteas, que são veias do sistema venoso profundo (Ad). A fisiopatologia é de refluxo (Pr), devido à incompetência valvular. Portanto, a classificação CEAP para este paciente é C3 Ep Ad Pr. A compreensão detalhada de cada componente do CEAP é crucial para residentes, pois orienta o diagnóstico, a escolha do tratamento (conservador, escleroterapia, cirurgia) e a avaliação da resposta terapêutica. A identificação precisa do tipo e extensão da doença venosa é a base para um manejo eficaz e para a prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

O que significa cada componente da classificação CEAP?

A classificação CEAP é um acrônimo para C (Clínico), E (Etiológico), A (Anatômico) e P (Fisiopatológico). O componente clínico descreve a gravidade dos sintomas visíveis, o etiológico a causa, o anatômico a localização das veias afetadas e o fisiopatológico o mecanismo da doença (refluxo ou obstrução).

Quais são os critérios para a classificação clínica C3 na escala CEAP?

A classificação clínica C3 na escala CEAP corresponde à presença de edema em membros inferiores. É caracterizada por inchaço que pode ser unilateral ou bilateral, sem alterações cutâneas significativas como pigmentação, eczema ou úlceras.

Como o ecodoppler venoso auxilia na classificação CEAP?

O ecodoppler venoso é fundamental para a classificação CEAP, pois permite identificar a anatomia das veias afetadas (superficial, profunda ou perfurante) e a fisiopatologia (refluxo ou obstrução), além de quantificar a dilatação e incompetência valvular, fornecendo dados para os componentes A e P.

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