UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 37 anos de idade, refere muita dor nas pernas com sensação de peso ao final do dia, há 2 anos. Relata inchaço importante nas pernas, que melhora com o repouso. AP: nega trombose venosa ou trauma. Exame físico: varizes tronculares calibrosas nas pernas e coxas bilateralmente, edema 2+/ 4+, sem alterações da pele. O diagnóstico mais provável é
Varizes calibrosas + edema 2+/4+ sem alterações de pele = Insuficiência Venosa Crônica C3.
A classificação CEAP é fundamental para estadiar a doença venosa crônica. C3 indica edema, que é um sinal de insuficiência venosa mais avançada, mas ainda sem alterações tróficas da pele (C4) ou úlceras (C5/C6).
A doença venosa crônica (DVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada por alterações morfológicas e funcionais do sistema venoso, resultando em sintomas e sinais que variam de telangiectasias a úlceras venosas. As varizes idiopáticas, ou primárias, são as mais frequentes e resultam de uma predisposição genética e fatores de risco como idade, sexo feminino, obesidade e gestações. A compreensão da DVC é crucial para residentes, dada sua alta prevalência e impacto na qualidade de vida. O diagnóstico da DVC é eminentemente clínico, complementado por exames como o ultrassom Doppler venoso para avaliar a presença e extensão do refluxo. A classificação CEAP é a ferramenta padrão ouro para estadiamento, categorizando a doença em diferentes classes clínicas (C0 a C6) com base nos sinais visíveis e palpáveis. A classe C3, como no caso da questão, indica a presença de edema, que é um sinal de descompensação venosa, mas ainda sem as alterações tróficas da pele que caracterizam as classes mais avançadas. O tratamento da DVC varia conforme a classificação CEAP e a gravidade dos sintomas. Medidas conservadoras como compressão elástica, elevação dos membros e exercícios físicos são a base. Para varizes tronculares calibrosas e refluxo significativo, intervenções como escleroterapia, cirurgia (safenectomia, flebectomia) ou ablação térmica (laser, radiofrequência) podem ser indicadas. O objetivo é aliviar os sintomas, prevenir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A insuficiência venosa crônica C3 é caracterizada pela presença de edema nos membros inferiores, que geralmente melhora com o repouso e elevação das pernas, além de varizes visíveis e sintomas como dor e sensação de peso.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) padroniza a descrição da doença venosa crônica, auxiliando na avaliação da gravidade, planejamento do tratamento e prognóstico, sendo uma ferramenta universalmente aceita.
Varizes idiopáticas são primárias, sem causa aparente, resultando de uma predisposição genética. Já as secundárias resultam de outra condição, como trombose venosa profunda prévia, malformações arteriovenosas ou trauma.
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