HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente feminina, 45 anos, cabeleireira, apresenta queixas de dor e cansaço em membros inferiores, predominantemente no final do dia, que melhoram ao elevar as pernas. Também relata sensação de peso e queimação nas pernas. Ao exame físico, há varizes visíveis e tortuosas nas pernas e coxas, além de edema bilateral dos membros inferiores. Há também telangectasias na inspeção. Não há ulcerações, alterações pigmentares ou de textura da pele. Não há áreas de enduramento. A paciente tem hipertensão controlada com medicamentos, é tabagista e tem histórico familiar de varizes. Relata dificuldade em desempenhar suas atividades laborais devido ao desconforto nas pernas.Com base na classificação CEAP (Clinical-Etiology-Anatomy-Pathophysiology) e no quadro clínico descrito, qual é a conduta terapêutica mais apropriada para essa paciente e qual é sua classificação?
Varizes sintomáticas com edema (C3) e impacto na vida → cirurgia + meias compressivas. C4 = alterações de pele.
A paciente apresenta sintomas e sinais de insuficiência venosa crônica, incluindo varizes visíveis e edema, classificando-a como C3 na escala CEAP. A conduta mais apropriada para varizes sintomáticas com impacto na qualidade de vida é o tratamento cirúrgico, complementado pelo uso de meias de compressão.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, manifestando-se como varizes, edema, dor e, em casos avançados, úlceras. A classificação CEAP é uma ferramenta padronizada e essencial para a avaliação e o planejamento terapêutico, permitindo uma descrição detalhada da doença e facilitando a comunicação entre profissionais. A fisiopatologia da IVC envolve a incompetência das válvulas venosas, levando ao refluxo sanguíneo e hipertensão venosa nos membros inferiores. Isso resulta em dilatação das veias (varizes), extravasamento de fluido para o interstício (edema) e, com o tempo, alterações tróficas na pele. O diagnóstico é clínico, complementado por ultrassonografia Doppler para avaliar o refluxo e a anatomia venosa. O tratamento varia de medidas conservadoras, como elevação dos membros e meias de compressão, a intervenções como escleroterapia, ablação por laser ou radiofrequência, e cirurgia (flebectomia, safenectomia). A escolha da conduta depende da classificação CEAP, da gravidade dos sintomas, do impacto na qualidade de vida e das características anatômicas da doença. Para residentes, é crucial dominar a classificação CEAP e as indicações de cada modalidade terapêutica para oferecer o melhor cuidado ao paciente.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é uma ferramenta abrangente para descrever a doença venosa crônica. A parte clínica (C) varia de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera ativa), sendo C3 caracterizado por edema e C4 por alterações cutâneas.
Para varizes sintomáticas com edema (CEAP C3) e impacto na qualidade de vida, a conduta mais apropriada pode incluir o tratamento cirúrgico das varizes, visando eliminar as veias insuficientes, associado à terapia compressiva com meias elásticas para controle dos sintomas e prevenção de progressão.
A escleroterapia é mais frequentemente indicada para telangiectasias e veias reticulares (vasinhos), ou para varizes de menor calibre. Embora possa aliviar alguns sintomas, geralmente não é a primeira escolha para varizes maiores e sintomáticas com edema significativo, onde a cirurgia pode ser mais eficaz.
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