UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Na classificação CEAP da insuficiência venosa crônica, o estágio C4 corresponde ao aparecimento, no quadro clínico, de:
CEAP C4 = Alterações tróficas da pele (hiperpigmentação, lipodermatoesclerose, atrofia branca).
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é fundamental para a avaliação da insuficiência venosa crônica. O estágio C4 é caracterizado pelo aparecimento de alterações tróficas da pele, como hiperpigmentação ocre, lipodermatoesclerose e atrofia branca, que indicam um comprometimento mais avançado da microcirculação.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum que resulta da disfunção das válvulas venosas e/ou obstrução do fluxo venoso, levando ao acúmulo de sangue nas veias dos membros inferiores. A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) é a ferramenta padrão ouro para descrever a extensão e a gravidade da IVC, sendo fundamental para o diagnóstico, planejamento terapêutico e prognóstico. A componente 'C' da CEAP descreve as manifestações clínicas visíveis e palpáveis da doença. A progressão dos estágios reflete a gravidade crescente da IVC. O estágio C0 indica ausência de sinais, C1 telangiectasias ou veias reticulares, C2 varizes tronculares e C3 edema. O estágio C4 é um marco importante, pois indica o aparecimento de alterações tróficas da pele. Essas alterações tróficas incluem hiperpigmentação ocre (devido ao extravasamento de hemácias e deposição de hemossiderina), lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e tecido subcutâneo por fibrose e inflamação crônica) e atrofia branca (áreas de pele atrófica e esbranquiçada, muitas vezes cercadas por capilares dilatados). A presença de C4 indica um risco aumentado para o desenvolvimento de úlceras venosas, que caracterizam os estágios C5 (úlcera cicatrizada) e C6 (úlcera ativa), os mais avançados da doença. O manejo da IVC envolve medidas conservadoras, como compressão elástica, e intervenções para corrigir a causa subjacente, como escleroterapia ou cirurgia.
Os estágios iniciais da classificação CEAP são C0 (nenhum sinal visível ou palpável de doença venosa), C1 (telangiectasias ou veias reticulares) e C2 (veias varicosas.
A lipodermatoesclerose é uma alteração trófica da pele característica da insuficiência venosa crônica avançada, onde a pele e o tecido subcutâneo da perna ficam endurecidos, inflamados e com aspecto de 'garrafa invertida', devido à fibrose e inflamação crônica.
O estágio C4 da CEAP refere-se a alterações tróficas da pele sem úlcera ativa, como hiperpigmentação, lipodermatoesclerose e atrofia branca. Já C5 indica úlcera venosa cicatrizada, e C6 indica úlcera venosa ativa, representando os estágios mais avançados da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo