UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
No mesmo ambulatório de escleroterapia, uma paciente de 56 anos, obesa grau 2, multigesta, trabalhadora autônoma (costureira) refere que possuía uma lesão ulcerada em terço distal de perna esquerda, em topografia de maléolo medial há 5 anos e que após 2 sessões de escleroterapia com espuma densa de polidocanol, a úlcera cicatrizou. A classificação CEAP C desta paciente é:
Úlcera venosa cicatrizada = CEAP C5; Úlcera venosa ativa = CEAP C6.
A classificação CEAP C5 é atribuída a pacientes que apresentam evidências de úlcera venosa prévia que já se encontra completamente cicatrizada.
A classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica e Fisiopatológica) é a linguagem universal para a Doença Venosa Crônica. O componente clínico (C) é o mais utilizado na prática. Pacientes com fatores de risco como obesidade e ortostatismo prolongado frequentemente evoluem de varizes simples (C2) para edema (C3), alterações tróficas (C4) e, finalmente, ulceração. A distinção entre C5 (cicatrizada) e C6 (ativa) é crucial para o prognóstico e para avaliar a eficácia de intervenções como a escleroterapia com espuma de polidocanol.
O estágio C5 indica que o paciente possui alterações cutâneas de doença venosa crônica e uma úlcera venosa que já cicatrizou. É um marcador de gravidade clínica significativa.
O C4 refere-se a alterações de pele (C4a: pigmentação/eczema; C4b: lipodermatoesclerose), enquanto o C5 obrigatoriamente exige que já tenha ocorrido uma úlcera que agora está fechada.
A escleroterapia com espuma elimina o refluxo em veias superficiais ou perfurantes calibrosas, reduzindo a hipertensão venosa distal e permitindo a cicatrização da úlcera (transição de C6 para C5).
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