UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Pode-se afirmar que no sistema de interpretação da frequência cardíaca fetal (FCF) na cardiotocografia em três categorias, representa melhor a categoria 3:
CTG Categoria III: variabilidade ausente + desacelerações tardias/variáveis recorrentes ou padrão sinusoidal.
A Categoria III da cardiotocografia indica um padrão não tranquilizador e alto risco de acidemia fetal. É caracterizada por variabilidade ausente da FCF basal, juntamente com desacelerações tardias recorrentes, desacelerações variáveis recorrentes ou bradicardia. Um padrão sinusoidal também é Categoria III. Desacelerações variáveis repetidas, especialmente se associadas à variabilidade ausente, são um componente chave.
A interpretação da cardiotocografia (CTG) é uma habilidade fundamental na obstetrícia, permitindo o monitoramento contínuo do bem-estar fetal durante o trabalho de parto e a identificação de sinais de hipóxia. O sistema de classificação em três categorias (I, II e III) é amplamente utilizado para padronizar a interpretação e guiar a conduta clínica. A compreensão detalhada de cada categoria, especialmente a Categoria III, é crucial para a segurança materno-fetal e é um tópico frequente em exames de residência. A Categoria III representa um padrão de FCF anormal, altamente preditivo de acidemia fetal e que exige intervenção imediata. Seus critérios incluem a presença de variabilidade ausente da FCF basal, juntamente com qualquer um dos seguintes: desacelerações tardias recorrentes, desacelerações variáveis recorrentes ou bradicardia. Um padrão sinusoidal também é classificado como Categoria III. As desacelerações variáveis recorrentes, que são quedas abruptas na FCF associadas à compressão do cordão, quando presentes em mais de 50% das contrações e combinadas com variabilidade ausente, são um forte indicador de comprometimento fetal. O manejo de um traçado de Categoria III é a interrupção imediata da gestação, geralmente por cesárea de urgência, após tentativas de reanimação intrauterina que não resultaram em melhora. O prognóstico fetal está diretamente ligado à rapidez da intervenção. Pontos de atenção incluem a necessidade de diferenciar desacelerações variáveis benignas de padrões mais preocupantes, a importância da variabilidade da FCF como indicador de oxigenação cerebral e a prontidão da equipe para um parto de emergência.
O sistema de três categorias classifica os traçados da frequência cardíaca fetal (FCF) em Categoria I (normal), Categoria II (indeterminado) e Categoria III (anormal), com base na FCF basal, variabilidade, acelerações e desacelerações.
Desacelerações variáveis recorrentes são quedas abruptas e irregulares na FCF, que ocorrem em mais de 50% das contrações. Elas indicam compressão do cordão umbilical e, se associadas à variabilidade ausente, são um sinal de hipóxia fetal grave e acidemia, classificando o traçado como Categoria III.
A Categoria II inclui traçados que não são Categoria I nem Categoria III, apresentando achados indeterminados que requerem vigilância. A Categoria III, por outro lado, apresenta padrões claramente anormais, como variabilidade ausente com desacelerações recorrentes ou padrão sinusoidal, indicando sofrimento fetal agudo e necessidade de intervenção imediata.
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