UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Parturiente de 39 semanas e 4 dias, primigesta, chega ao pronto-socorro com queixa de dor em baixo ventre. Nega patologias obstétricas ou clínicas. Ao exame físico, apresenta-se corada e hidratada, PA: 120 x 80mmHg, FC 80bpm. Altura uterina: 34cm, dinâmica uterina: 3 contrações fortes em 10 minutos; ao toque vaginal, colo com dilatação de 4cm, médio, -1 De Lee. Observe a cadiotocografia apresentada a seguir.Baseando-se na cadiotocografia, qual é a classificação do traçado e a conduta correta?
CTG Categoria I → traçado normal, indica bem-estar fetal, conduta expectante no trabalho de parto.
A cardiotocografia Categoria I é um traçado tranquilizador que indica um feto bem oxigenado e sem acidose. A presença de variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, e batimentos cardíacos fetais na faixa normal (110-160 bpm) são características essenciais.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta fundamental na avaliação do bem-estar fetal durante a gestação e o trabalho de parto. Sua correta interpretação é crucial para identificar fetos em risco de hipóxia e acidose, permitindo intervenções oportunas e evitando desfechos adversos. A classificação dos traçados em categorias (I, II e III) padroniza a conduta clínica. A Categoria I representa um traçado normal e tranquilizador, indicando um feto bem oxigenado. Suas características incluem frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença ou ausência de acelerações. A fisiopatologia por trás de um traçado normal reflete um sistema nervoso autônomo fetal íntegro e boa perfusão placentária. A conduta para um traçado Categoria I é a observação e o manejo expectante do trabalho de parto, sem necessidade de intervenções adicionais relacionadas ao bem-estar fetal. É importante que residentes e estudantes dominem a interpretação da CTG para evitar intervenções desnecessárias ou, inversamente, a falha em reconhecer um feto em sofrimento.
Um traçado Categoria I apresenta frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e pode ter ou não acelerações.
A conduta para um traçado Categoria I é expectante, ou seja, aguardar a evolução fisiológica do trabalho de parto, mantendo o monitoramento habitual.
Suspeite de um traçado não tranquilizador (Categoria II ou III) quando houver bradicardia ou taquicardia persistente, variabilidade mínima ou ausente, desacelerações tardias ou variáveis recorrentes.
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