Caprini: Avaliação de Risco de TEV em Cirurgia

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Segundo a classificação de Caprini para pacientes cirúrgicos, assinale a alternativa correta quanto à classificação de risco para TEV (Tromboembolismo Venoso) de um paciente de 54 anos que foi submetido a uma cirurgia de câncer de cólon, aberta, que durou aproximadamente 2h.

Alternativas

  1. A) Risco muito baixo.
  2. B) Risco baixo.
  3. C) Risco moderado.
  4. D) Risco alto.
  5. E) Risco muito alto.

Pérola Clínica

Caprini: Cirurgia >45 min + Câncer + Idade >40 anos = Risco Alto/Muito Alto para TEV.

Resumo-Chave

A classificação de Caprini é crucial para estratificar o risco de Tromboembolismo Venoso (TEV) em pacientes cirúrgicos. Um paciente de 54 anos com câncer de cólon submetido a cirurgia aberta de 2h acumula múltiplos fatores de risco, elevando-o para as categorias de risco alto ou muito alto, dependendo da pontuação exata.

Contexto Educacional

A classificação de Caprini é uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar o risco de Tromboembolismo Venoso (TEV) em pacientes cirúrgicos, guiando a decisão sobre a profilaxia adequada. O TEV, que inclui Trombose Venosa Profunda (TVP) e Embolia Pulmonar (TEP), é uma complicação grave e potencialmente fatal, sendo a principal causa de morte evitável em pacientes hospitalizados. A correta avaliação do risco é crucial para a segurança do paciente e para a prática médica baseada em evidências. A escala de Caprini atribui pontos a diversos fatores de risco, como idade (acima de 40, 60, 75 anos), histórico de TEV, câncer ativo, trombofilia, imobilização prolongada, cirurgia (tipo e duração), obesidade, insuficiência cardíaca ou respiratória, entre outros. A soma dos pontos classifica o paciente em categorias de risco (muito baixo, baixo, moderado, alto, muito alto), determinando a intensidade da profilaxia (mecânica, farmacológica ou combinada). A fisiopatologia envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. O tratamento e a profilaxia do TEV são pilares na recuperação cirúrgica. Para pacientes com risco alto, como o do enunciado (54 anos, câncer de cólon, cirurgia aberta >2h), a profilaxia farmacológica (heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada) é geralmente indicada, associada a métodos mecânicos. A compreensão detalhada dos fatores de risco e da aplicação da escala de Caprini é essencial para residentes e cirurgiões, visando a redução da morbimortalidade associada ao TEV.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco considerados na escala de Caprini?

A escala de Caprini considera fatores como idade, histórico de TEV, câncer, imobilização, cirurgia (tipo e duração), obesidade, trombofilia, entre outros, atribuindo pontos a cada um.

Como a duração da cirurgia influencia o risco de TEV pela escala de Caprini?

Cirurgias com duração superior a 45-60 minutos são consideradas um fator de risco significativo na escala de Caprini, aumentando a pontuação e, consequentemente, o risco de TEV.

Qual a importância da profilaxia de TEV em pacientes cirúrgicos com câncer?

Pacientes com câncer têm um risco intrínseco aumentado de TEV devido ao estado de hipercoagulabilidade. A profilaxia adequada é fundamental para prevenir complicações graves como TEP e TVP.

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