Câncer Gástrico: Classificação de Bormann III na Endoscopia

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

A Endoscopia Digestiva alta que diagnosticou o tumor do paciente da questão anterior apresentava lesão com classificação endoscópica de Bormann III. A opção que melhor descreve a aparência macroscópica desta lesão é:

Alternativas

  1. A) Ulcerada rodeada por bordas elevadas
  2. B) Ulcerada com infiltração para dentro da parede gástrica
  3. C) Difusamente infiltrativa
  4. D) Polipoide ou fungiforme

Pérola Clínica

Classificação de Bormann III para câncer gástrico → lesão ulcerada com infiltração na parede.

Resumo-Chave

A classificação endoscópica de Bormann descreve a aparência macroscópica do câncer gástrico avançado. Bormann III caracteriza-se por uma lesão ulcerada que apresenta infiltração para dentro da parede gástrica, distinguindo-se de lesões polipoides, ulceradas com bordas elevadas ou difusamente infiltrativas.

Contexto Educacional

A classificação de Bormann é uma ferramenta essencial na endoscopia digestiva alta para descrever a aparência macroscópica do câncer gástrico avançado. Desenvolvida por Robert Bormann em 1926, ela categoriza as lesões em tipos morfológicos que auxiliam na padronização da descrição e na orientação do tratamento. É um conhecimento fundamental para residentes de gastroenterologia e cirurgia, bem como para a interpretação de laudos endoscópicos. Os tipos de Bormann são: Tipo I (polipoide ou fungiforme), Tipo II (ulcerado com bordas elevadas e bem delimitadas), Tipo III (ulcerado com infiltração para dentro da parede gástrica, sem limites claros), Tipo IV (difusamente infiltrativo, também conhecido como linite plástica) e Tipo V (não classificável ou misto). O Tipo III, em particular, indica uma lesão ulcerada que já apresenta um grau de invasão na parede gástrica, o que pode influenciar o prognóstico e as opções terapêuticas. A correta identificação do tipo de Bormann durante a endoscopia é crucial para guiar as biópsias, planejar a ressecção cirúrgica e estimar o prognóstico. Embora não substitua o estadiamento TNM, que avalia a profundidade da invasão, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases, a classificação de Bormann fornece informações valiosas sobre a extensão macroscópica da doença e é um componente importante na avaliação inicial do paciente com câncer gástrico.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos da classificação de Bormann para câncer gástrico?

A classificação de Bormann divide o câncer gástrico avançado em cinco tipos: I (polipoide/fungiforme), II (ulcerado com bordas elevadas), III (ulcerado com infiltração), IV (difusamente infiltrativo/linite plástica) e V (não classificável ou misto).

Qual a importância da classificação de Bormann na prática clínica?

A classificação de Bormann auxilia na descrição padronizada das lesões gástricas, orienta a biópsia para áreas mais representativas e pode ter implicações prognósticas, embora não seja o único fator determinante do estadiamento.

Como a classificação de Bormann se relaciona com o estadiamento do câncer gástrico?

A classificação de Bormann descreve a morfologia macroscópica da lesão, enquanto o estadiamento (TNM) avalia a profundidade da invasão (T), o envolvimento linfonodal (N) e a presença de metástases (M), sendo ambos complementares na avaliação completa da doença.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo