HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Paciente 48 anos, submetido a colecistectomia videolaparoscopica por colecistite aguda litiasica de urgência. Após 3 horas de cirurgia o cirurgião decidiu converter a técnica laparoscópica para cirurgia convencional por sangramento e não identificação da arvore biliar. Após a conversão para laparotomia e controle da hemorragia, o cirurgião observou um canal biliar com saída de bile e em seguida realizou uma colangiografia intra-operatoria e detectou-se uma lesão iatrogênica das vias biliares. De acordo com a imagem obtida, qual a correta classificação da lesão segundo Bismuth e Stasberg?
Lesão biliar iatrogênica: Bismuth classifica estenoses, Strasberg classifica lesões agudas (E1-E5).
As classificações de Bismuth e Strasberg são cruciais para descrever e guiar o tratamento das lesões iatrogênicas das vias biliares, sendo Bismuth para estenoses e Strasberg para lesões agudas, com a categoria E de Strasberg focada em lesões do ducto hepático comum.
As lesões iatrogênicas das vias biliares são complicações graves da colecistectomia, especialmente a videolaparoscópica, com incidência que varia de 0,3% a 0,7%. Essas lesões podem levar a morbidade significativa, incluindo estenoses biliares, fístulas e colangite, impactando a qualidade de vida do paciente e exigindo múltiplas intervenções. A correta classificação da lesão é fundamental para guiar o tratamento. A classificação de Bismuth (tipo I a V) descreve estenoses biliares em relação à confluência dos ductos hepáticos, enquanto a classificação de Strasberg (tipo A a E, com subtipos E1 a E5) é mais utilizada para lesões iatrogênicas agudas, detalhando o tipo de lesão (fístula, secção, estenose) e sua localização no sistema biliar, sendo a categoria E específica para lesões do ducto hepático comum. O manejo dessas lesões é complexo e geralmente envolve reparo cirúrgico especializado, como a hepaticojejunostomia em Y de Roux para lesões mais proximais (Strasberg E3-E5). A colangiografia intraoperatória é uma ferramenta valiosa para identificar e caracterizar a lesão, permitindo um reparo imediato e melhor prognóstico.
A classificação de Bismuth é utilizada para estenoses biliares, descrevendo a altura da lesão em relação à confluência dos ductos hepáticos. A classificação de Strasberg é mais abrangente para lesões iatrogênicas agudas, detalhando o tipo e nível da lesão no sistema biliar.
Uma lesão Strasberg E3 refere-se a uma secção ou estenose do ducto hepático comum, com menos de 2 cm de ducto proximal remanescente em relação à confluência dos ductos hepáticos.
Fatores de risco incluem anatomia biliar anômala, inflamação aguda severa (colecistite aguda), sangramento intraoperatório, inexperiência do cirurgião e dificuldade na identificação das estruturas biliares.
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