SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Mariana tem 52 anos e tem o costume de procurar a Unidade Básica de Saúde para avaliar sua saúde de forma geral. Neste ano, foi orientado por seu médico de família e comunidade sobre a possibilidade de realizar mamografia para rastreamento de câncer de mama, devido a critério de idade, visto que Mariana não possui histórico familiar ou sintomas relacionados à mama. Após realizar o exame, a paciente leva seu resultado, que mostra nódulo em mama esquerda, com laudo de BIRADS 3. A atitude recomendada neste caso é de:
BIRADS 3 = achado provavelmente benigno (<2% malignidade) → seguimento mamográfico curto (6/6 meses por 1 ano, depois anual por 2 anos).
Um achado BIRADS 3 na mamografia indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o seguimento mamográfico em curto prazo, geralmente com repetição em 6 meses, para confirmar a estabilidade da lesão.
O rastreamento do câncer de mama por mamografia é uma ferramenta essencial na detecção precoce da doença, especialmente em mulheres acima de 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes. A classificação BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a interpretação dos achados mamográficos, orientando a conduta subsequente. Um resultado BIRADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma probabilidade muito baixa de malignidade. A conduta para BIRADS 3 é o seguimento em curto prazo, geralmente com mamografias repetidas a cada 6 meses no primeiro ano, e depois anualmente por mais dois anos. Este protocolo visa monitorar a estabilidade da lesão, evitando biópsias desnecessárias em achados benignos, mas garantindo a detecção precoce caso haja alguma alteração suspeita. É fundamental que o médico de família e comunidade esteja apto a interpretar esses resultados e a orientar a paciente de forma adequada. O manejo de um BIRADS 3 exige uma comunicação clara com a paciente, explicando o baixo risco e a importância do seguimento. A decisão de prosseguir para uma biópsia só é tomada se houver progressão da lesão ou se surgirem novos fatores de risco. Residentes devem estar familiarizados com as diretrizes de rastreamento e as condutas para cada categoria BIRADS, garantindo uma assistência de qualidade e baseada em evidências.
BIRADS 3 significa 'achado provavelmente benigno', com um risco de malignidade inferior a 2%. Requer seguimento em curto prazo para confirmar a estabilidade da lesão.
A conduta padrão é repetir a mamografia em 6 meses, e se estável, anualmente por mais dois anos. Isso permite monitorar qualquer alteração que possa indicar malignidade.
A biópsia é considerada se houver qualquer alteração no tamanho, forma ou características da lesão durante o seguimento, ou se houver alta suspeita clínica apesar da classificação radiológica.
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