UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Paciente de 45 anos, assintomática, submetida a exames de rastreamento mamográfico com os seguintes achados: ""Mamas heterogeneamente densas, apresentando microcalcificações pleomórficas agrupadas no quadrante supero lateral da mama direita, linfonodos nos prolongamentos axilares com características radiológicas normais"". A correta classificação BIRADS dessa mamografia e a melhor conduta frente ao achado são respectivamente:
Microcalcificações pleomórficas agrupadas = BIRADS 4/5 → biópsia/ressecção.
Microcalcificações pleomórficas agrupadas são achados altamente suspeitos de malignidade na mamografia, classificando a lesão como BIRADS 4 ou 5. A conduta inicial para lesões não palpáveis com alta suspeita é a biópsia, mas a ressecção com marcação pré-cirúrgica é uma opção para lesões com alta probabilidade de malignidade, especialmente se for um BIRADS 5 ou 4C.
A mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, e a classificação BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição dos achados e a conduta recomendada. Microcalcificações são depósitos de cálcio que podem ser benignos ou malignos. As características morfológicas e a distribuição são cruciais para a diferenciação. Microcalcificações pleomórficas (irregulares, variadas em tamanho e forma) e agrupadas (em um volume pequeno) são altamente suspeitas de malignidade, frequentemente associadas a carcinoma ductal in situ (CDIS). Achados como microcalcificações pleomórficas agrupadas são classificados como BIRADS 4 (suspeito de malignidade) ou BIRADS 5 (altamente sugestivo de malignidade), exigindo investigação histopatológica. A conduta padrão para lesões não palpáveis suspeitas é a biópsia percutânea, geralmente guiada por estereotaxia para microcalcificações. A biópsia estereotáxica permite a coleta de amostras para análise histopatológica, confirmando ou excluindo a malignidade. Em casos de alta suspeita (BIRADS 4C ou 5) ou quando a biópsia já confirmou malignidade, a ressecção cirúrgica com marcação pré-cirúrgica (por fio ou semente) é a conduta definitiva. A marcação é essencial para guiar o cirurgião na remoção precisa da lesão não palpável. O objetivo é obter margens livres de doença, garantindo o tratamento adequado e o melhor prognóstico para a paciente.
Microcalcificações pleomórficas são pequenas calcificações de formas e tamanhos variados, que quando agrupadas, são um forte indicativo de malignidade, como carcinoma ductal in situ (CDIS) ou carcinoma invasivo. Elas são consideradas um achado suspeito.
Microcalcificações pleomórficas agrupadas geralmente se enquadram em BIRADS 4 (suspeita de malignidade) ou BIRADS 5 (altamente sugestivo de malignidade). A conduta para essas categorias é a biópsia para confirmação histopatológica.
A ressecção com marcação pré-cirúrgica é indicada para lesões não palpáveis com alta probabilidade de malignidade (BIRADS 4C ou 5), ou quando a biópsia prévia já confirmou malignidade e a lesão é pequena e passível de excisão completa. Em alguns casos, pode ser a primeira abordagem para lesões altamente suspeitas e pequenas.
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