BIRADS 3: Conduta e Rastreamento do Câncer de Mama

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

As doenças da mama englobam uma ampla variedade de patologias, benignas e malignas. A principal queixa da mulher em consulta médica é a dor mamária (mastalgia) seguida de achado de nódulo. Hoje, é bastante comum a paciente procurar o médico para prevenir o câncer de mama. Nas lesões não palpáveis as recomendações do controle do câncer de mama: documento de consenso do INCA seguem a proposta do BIRADS, publicado pelo colégio Americano de Radiologia (ACR) e recomendado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Mais do que pedir a avaliação por imagem, o médico deve saber interpretar e dar seguimento aos cuidados. Um resultado com BIRADS 3 sugere:

Alternativas

  1. A) Controle radiológico por 3 anos: semestralmente no primeiro ano e anualmente por 2 anos consecutivos
  2. B) Biopsia
  3. C) Avaliação adicional por imagem ou comparação com exames anteriores
  4. D) Rastreamento normal
  5. E) Nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

BIRADS 3 = achado provavelmente benigno, com seguimento radiológico semestral no 1º ano e anual por 2 anos.

Resumo-Chave

A categoria BIRADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta padrão é o acompanhamento radiológico rigoroso para monitorar qualquer alteração, evitando biópsias desnecessárias e seus riscos.

Contexto Educacional

A classificação BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada desenvolvida pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) para descrever achados em exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética) e orientar a conduta. Ela categoriza as lesões de 0 a 6, indicando o risco de malignidade e a recomendação de manejo, sendo fundamental para a comunicação entre os profissionais e a padronização do cuidado. A categoria BIRADS 3 significa 'achado provavelmente benigno', com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. Geralmente, são lesões com características benignas, mas que não são totalmente típicas para serem classificadas como BIRADS 2 (benignas). Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, sem calcificações suspeitas, ou assimetrias focais que não se encaixam perfeitamente em critérios de benignidade absoluta. A importância clínica reside em evitar biópsias desnecessárias, ao mesmo tempo em que se garante a detecção precoce de eventuais malignidades. A conduta para BIRADS 3 é o acompanhamento radiológico em curto prazo, que consiste em exames de imagem (mamografia e/ou ultrassonografia) semestrais no primeiro ano e anuais por mais dois anos, totalizando três anos. Se a lesão permanecer estável ou regredir nesse período, ela pode ser reclassificada como BIRADS 2. Se houver crescimento, alteração de características ou surgimento de novos achados suspeitos durante o seguimento, a biópsia é então indicada. Essa abordagem permite um manejo conservador e seguro para a maioria das pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de malignidade associado a uma lesão classificada como BIRADS 3?

Uma lesão classificada como BIRADS 3 tem uma probabilidade de malignidade muito baixa, geralmente inferior a 2%, sendo considerada provavelmente benigna.

Por que o controle radiológico é a conduta inicial para BIRADS 3?

O controle radiológico seriado é a conduta inicial para BIRADS 3 para monitorar a estabilidade da lesão ao longo do tempo, evitando biópsias desnecessárias em achados que são, na maioria das vezes, benignos.

Quando uma lesão BIRADS 3 pode evoluir para biópsia?

Uma lesão BIRADS 3 pode evoluir para biópsia se houver crescimento, alteração de características ou desenvolvimento de novos achados suspeitos durante o período de acompanhamento radiológico.

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