Nódulos de Tireoide: Sinais de Malignidade e Bethesda

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Acerca dos nódulos de tireoide, assinalar a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Os seguintes achados de exame físico são sugestivos de malignidade: crescimento rápido, paralisia de prega vocal ipsilateral ao nódulo, fixação do nódulo aos tecidos vizinhos, nódulo muito endurecido, linfonodomegalia regional ipsilateral.
  2. B) Se o nódulo tem na citologia atípias de significado indeterminado (Bethesda III) o risco de malignidade associado é de 30-45%.
  3. C) A punção aspirativa com agulha fina deve ser recomendada para nódulos maiores ou iguais a 1cm, no seu maior diâmetro, com características ultrassonográficas altamente suspeitas.
  4. D) Aumento da vascularização intranodular, limites imprecisos, margens irregulares e presença de microcalcificações são alguns dos achados ultrassonográficos que sugerem malignidade.

Pérola Clínica

Bethesda III (AUS/FLUS) → risco malignidade 10-30% (não 30-45%).

Resumo-Chave

A classificação de Bethesda para citologia de tireoide é crucial para estratificar o risco de malignidade e guiar a conduta. Para Bethesda III (Atipia de Significado Indeterminado ou Lesão Folicular de Significado Indeterminado - AUS/FLUS), o risco de malignidade é menor do que o valor apresentado na alternativa B, geralmente entre 10-30%.

Contexto Educacional

Nódulos de tireoide são achados comuns na prática clínica, e a correta avaliação é fundamental para diferenciar lesões benignas de malignas. A estratificação de risco envolve a análise de fatores clínicos, ultrassonográficos e citológicos, sendo a punção aspirativa com agulha fina (PAAF) o método diagnóstico mais importante. A presença de crescimento rápido, fixação, endurecimento, paralisia de prega vocal ou linfonodomegalia regional são sinais de alarme para malignidade. A ultrassonografia da tireoide é crucial na avaliação inicial, identificando características suspeitas como microcalcificações, margens irregulares, limites imprecisos, formato mais alto que largo e aumento da vascularização intranodular. A indicação da PAAF é guiada por esses achados e pelo tamanho do nódulo, sendo geralmente recomendada para nódulos com características altamente suspeitas a partir de 1 cm. A classificação de Bethesda para a citologia da PAAF padroniza a interpretação e a conduta. A categoria Bethesda III (Atipia de Significado Indeterminado ou Lesão Folicular de Significado Indeterminado - AUS/FLUS) representa um grupo heterogêneo com risco de malignidade de 10-30%, necessitando de acompanhamento ou repetição da PAAF, ou testes moleculares para melhor estratificação. É um erro comum superestimar o risco de malignidade para essa categoria.

Perguntas Frequentes

Quais achados clínicos sugerem malignidade em um nódulo de tireoide?

Crescimento rápido, fixação a tecidos adjacentes, nódulo muito endurecido, paralisia de prega vocal ipsilateral e linfonodomegalia regional ipsilateral são sinais de alerta.

Qual o risco de malignidade para um nódulo de tireoide classificado como Bethesda III?

A classificação Bethesda III, ou Atipia de Significado Indeterminado/Lesão Folicular de Significado Indeterminado (AUS/FLUS), tem um risco de malignidade de aproximadamente 10-30%.

Quando a PAAF é indicada para nódulos de tireoide?

A PAAF é recomendada para nódulos maiores ou iguais a 1 cm com características ultrassonográficas altamente suspeitas, ou para nódulos menores com outros fatores de risco.

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