CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Paciente feminino, 32 anos, solteira, natural e procedente de Manacapuru. Há 3 meses em exames de controle com a ginecologista realizou ultrassonografia de tireoide que evidenciou no lobo direito um nódulo de 1,2 cm, hipoecóico, bordas regulares, limites precisos, sem microcalcificação, vascularização apenas periférica (CHAMMAS II) Ao exame físico: PESCOÇO: Tireóide não palpável e sem linfonodomegalia. Realizou a punção guiada por ultrassom e teve o resultado da citologia de bethesda I. Qual o próximo passo?
Nódulo tireoide Bethesda I (insatisfatório) → Repetir PAAF em 3-6 meses para nova avaliação.
Um resultado de citologia Bethesda I (amostra insatisfatória ou não diagnóstica) para um nódulo tireoidiano de 1,2 cm, mesmo com características ultrassonográficas de baixo risco (CHAMMAS II), requer a repetição da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) em 3 a 6 meses para obter uma amostra adequada e definir a conduta.
Nódulos tireoidianos são achados comuns, detectados em até 68% da população adulta por ultrassonografia. A avaliação inicial visa estratificar o risco de malignidade, sendo a ultrassonografia e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) os pilares diagnósticos. A classificação de Bethesda para citologia tireoidiana padroniza a interpretação dos resultados da PAAF. A classificação de Bethesda varia de I a VI, indicando o risco de malignidade e orientando a conduta. Bethesda I, ou 'amostra insatisfatória ou não diagnóstica', ocorre quando não há células foliculares suficientes para análise ou quando a amostra é inadequada. Nesses casos, a repetição da PAAF é fundamental para evitar subdiagnóstico de malignidades. A conduta para nódulos tireoidianos depende da classificação de Bethesda e das características ultrassonográficas. Para Bethesda I, a repetição da PAAF é a abordagem mais segura. Em nódulos com características ultrassonográficas de baixo risco (como CHAMMAS II), a repetição da PAAF pode ser feita com um intervalo maior, mas ainda é necessária para obter um diagnóstico definitivo e guiar o tratamento adequado, que pode variar de observação a cirurgia.
Bethesda I significa 'amostra insatisfatória ou não diagnóstica'. Isso indica que a quantidade de células coletadas na punção não foi suficiente para uma avaliação adequada, não sendo possível determinar a natureza do nódulo.
A conduta padrão é repetir a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) em 3 a 6 meses, preferencialmente guiada por ultrassom, para tentar obter uma amostra diagnóstica. Em alguns casos, pode-se considerar a observação se o nódulo for muito pequeno e de baixo risco.
Características de baixo risco incluem nódulos isoecóicos ou hiperecóicos, bordas regulares, ausência de microcalcificações, vascularização predominantemente periférica e ausência de linfonodomegalia suspeita.
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