UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Mulher, 22 anos, assintomática, realizou exame de colpocitologia oncótica de rotina para rastreio de câncer do colo uterino. O exame evidenciou alterações citopáticas de infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). Pode-se afirmar que, segundo o sistema Bethesda, o caso é classificado como:
Alterações citopáticas por HPV no Papanicolau = LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau).
As alterações citopáticas sugestivas de infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), como coilocitose, são classificadas pelo sistema Bethesda como Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL). Essa classificação indica uma infecção viral ativa e/ou uma displasia leve, que frequentemente regride espontaneamente, mas requer acompanhamento.
O sistema Bethesda é a classificação padronizada internacionalmente para resultados de citologia cervical, essencial para a comunicação entre patologistas e clínicos e para guiar a conduta. Ele categoriza as alterações celulares encontradas no Papanicolau, desde achados benignos até lesões pré-malignas e malignas. A compreensão precisa dessa classificação é fundamental para o manejo adequado das pacientes. As alterações citopáticas de infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), como a coilocitose, são a marca histopatológica da infecção viral. No sistema Bethesda, essas alterações são classificadas como Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL). O LSIL representa a manifestação citológica da infecção produtiva pelo HPV e/ou displasia leve (NIC 1). É importante diferenciar LSIL de lesões de alto grau (HSIL) ou células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US/ASC-H). Enquanto o LSIL tem alta probabilidade de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens, o HSIL indica uma lesão com maior potencial de progressão para câncer e requer investigação e tratamento mais agressivos. O manejo do LSIL depende da idade da paciente e da persistência da lesão, podendo variar entre acompanhamento citológico e colposcopia.
LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) significa Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau. Essa classificação engloba as alterações citopáticas sugestivas de infecção por HPV e a displasia cervical leve (NIC 1).
As alterações citopáticas mais características da infecção por HPV são a coilocitose (células com citoplasma claro perinuclear e núcleo hipercromático, irregular e aumentado) e a disceratose.
A conduta para LSIL varia conforme a idade da paciente. Em mulheres jovens (<25 anos), pode-se optar por acompanhamento com nova citologia em 12 meses devido à alta taxa de regressão espontânea. Em mulheres ≥25 anos, a colposcopia é geralmente indicada, ou seguimento com citologia e teste de HPV.
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