Classificação de Balthazar: Entenda o Grau B na Pancreatite Aguda

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023

Enunciado

A gravidade da pancreatite aguda pode ser determinada por tomografia computadorizada e pode ser classificada em grau A, B, C, D e E (classificação de Balthazar). Assinale a alternativa que define o Grau B

Alternativas

  1. A) Aumento de volume focal ou difuso do pâncreas, incluindo irregularidades do contorno e atenuação não-homogênea, mas com inflamação peripancreática.
  2. B) Aumento de volume focal ou difuso do pâncreas, incluindo irregularidades do contorno e atenuação não-homogênea, mas sem inflamação peripancreática.
  3. C) Aumento de volume focal ou difuso do pâncreas, incluindo irregularidades do contorno e atenuação não-homogênea, mas com inflamação peripancreática e coleção líquida única
  4. D) Pâncreas normal, sugestivo de pancreatite leve
  5. E) Aumento de volume focal ou difuso do pâncreas, incluindo irregularidades do contorno e atenuação não-homogênea, mas com inflamação peripancreática e coleção líquida única e gás no pâncreas ou retroperitônio.

Pérola Clínica

Balthazar Grau B = aumento de volume focal/difuso do pâncreas, contorno irregular, atenuação não-homogênea, SEM inflamação peripancreática.

Resumo-Chave

A classificação de Balthazar na TC é fundamental para avaliar a gravidade da pancreatite aguda. O Grau B indica alterações no pâncreas (aumento de volume, contorno irregular, atenuação heterogênea), mas sem evidência de inflamação se estendendo para os tecidos peripancreáticos.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo e prognóstico do paciente. A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o método de imagem de escolha para avaliar a extensão da inflamação e identificar complicações como necrose pancreática e coleções líquidas. A classificação de Balthazar é um sistema de pontuação radiológica baseado na TC que estratifica a gravidade da pancreatite aguda. Ela atribui pontos a diferentes achados tomográficos, que vão desde um pâncreas normal até a presença de múltiplas coleções líquidas ou gás intrapancreático/retroperitoneal. Essa classificação, combinada com o Índice de Gravidade da TC (CTSI), é um preditor importante de morbidade e mortalidade. O Grau B da classificação de Balthazar é definido por um aumento de volume focal ou difuso do pâncreas, que pode incluir irregularidades do contorno e atenuação não-homogênea, mas sem evidência de inflamação peripancreática. É um estágio inicial de alterações morfológicas do pâncreas, indicando uma pancreatite de gravidade moderada, mas sem a extensão da inflamação para os tecidos adjacentes, o que diferenciaria dos graus C, D e E. A compreensão detalhada de cada grau é essencial para a interpretação correta dos exames de imagem e para o planejamento terapêutico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação de Balthazar na pancreatite aguda?

A classificação de Balthazar, baseada na tomografia computadorizada, é utilizada para estratificar a gravidade da pancreatite aguda, identificar complicações como necrose e coleções líquidas, e auxiliar na determinação do prognóstico e na tomada de decisões terapêuticas.

Quais são os critérios para o Grau A da classificação de Balthazar?

O Grau A da classificação de Balthazar corresponde a um pâncreas normal na tomografia computadorizada, sugerindo uma pancreatite leve sem alterações morfológicas visíveis.

Como a inflamação peripancreática é avaliada na classificação de Balthazar?

A inflamação peripancreática é um achado importante que indica maior gravidade. Ela é caracterizada por borramento da gordura peripancreática, espessamento das fáscias e, em graus mais avançados, a formação de coleções líquidas ou necrose.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo