Classificação Balthazar B: Entenda na Pancreatite Aguda

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, 55 anos, deu entrada no pronto socorro com dor em andar superior do abdome de forte intensidade. Foi internado com diagnóstico de pancreatite aguda biliar. No 3º dia de internação, realizou tomografia de abdome com contraste com diagnóstico de balthazar B. Esse quadro significam

Alternativas

  1. A)  necrose pancreática.
  2. B)  coleção líquida em apenas uma localização.
  3. C)  pâncreas normal.
  4. D)  aumento focal ou difuso do pâncreas.
  5. E)  duas ou mais coleções e/ou presença de gás dentro ou adjacente ao pâncreas.

Pérola Clínica

Balthazar B na TC de abdome = aumento focal ou difuso do pâncreas (edema).

Resumo-Chave

A classificação de Balthazar na tomografia computadorizada é utilizada para graduar a gravidade da pancreatite aguda com base nos achados morfológicos. Balthazar B especificamente indica um aumento focal ou difuso do pâncreas, característico de pancreatite edematosa, sem coleções líquidas peripancreáticas significativas.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave. A tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o método de imagem de escolha para avaliar a extensão da doença, identificar complicações e auxiliar na estratificação de risco. A classificação de Balthazar é um sistema radiológico que descreve os achados tomográficos do pâncreas e dos tecidos peripancreáticos, sendo fundamental para o manejo clínico. A classificação de Balthazar é dividida em cinco graus: A (pâncreas normal), B (aumento focal ou difuso do pâncreas), C (inflamação peripancreática), D (uma coleção líquida peripancreática) e E (duas ou mais coleções líquidas peripancreáticas ou presença de gás). No caso de Balthazar B, o achado principal é o aumento do volume pancreático, que pode ser focal ou difuso, indicando edema do órgão sem coleções líquidas significativas adjacentes. Este grau representa uma forma mais leve de pancreatite em comparação com os graus C, D e E, que denotam maior inflamação e formação de coleções. A necrose pancreática não é avaliada diretamente pela classificação de Balthazar isoladamente, mas sim pela ausência de realce do parênquima pancreático após a administração de contraste, que é incorporada no Índice de Gravidade na TC (CTSI) para uma avaliação mais completa da gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios da classificação de Balthazar?

A classificação de Balthazar avalia o pâncreas e as coleções peripancreáticas: A (normal), B (aumento focal/difuso), C (inflamação peripancreática), D (coleção única) e E (múltiplas coleções ou presença de gás).

Por que a tomografia com contraste é importante na pancreatite?

A TC com contraste é crucial para identificar a presença e extensão da necrose pancreática, que aparece como áreas sem realce, além de coleções e outras complicações, sendo essencial para a estratificação de risco.

Qual a relação entre Balthazar e a gravidade da pancreatite?

Quanto maior o grau de Balthazar (A a E), maior a gravidade morfológica da pancreatite e o risco de complicações, especialmente quando associado ao Índice de Gravidade na TC (CTSI), que inclui a necrose.

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