Pancreatite Aguda: Classificação de Atlanta e Gravidade

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

A Pancreatite aguda, de acordo com a classificação de ATLANTA, encontra-se dividida em dois grandes grupos: pancreatite aguda edematosa intersticial e pancreatite aguda necrotizante. Em relação aos aspectos de gravidade, qual alternativa se encontra correta?

Alternativas

  1. A) Na pancreatite aguda moderada, disfunção orgânica pode estar presente assim como complicações locais, desde que não persistam por mais de 72h.
  2. B) Somente em 10% dos casos podemos encontrar o sinal de Cullen nas formas leves das pancreatites agudas.
  3. C) A persistência de falência orgânica única ou de múltiplos órgãos acima de 48h, costumam traduzir formas graves da doença.
  4. D) Falência orgânica transitória (inferior à 72h), caracterizam as formas moderadas de gravidade.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda grave = falência orgânica persistente (>48h) ou falência de múltiplos órgãos.

Resumo-Chave

A classificação de Atlanta revisada (2012) define a gravidade da pancreatite aguda. A persistência da falência orgânica por mais de 48 horas é o principal critério para classificar a pancreatite como grave, indicando pior prognóstico.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma doença inflamatória do pâncreas que pode variar de um quadro leve e autolimitado a uma condição grave com alta mortalidade. A classificação de Atlanta revisada (2012) é fundamental para padronizar a terminologia e estratificar a gravidade, o que impacta diretamente o manejo e o prognóstico dos pacientes. Ela divide a doença em pancreatite aguda edematosa intersticial e pancreatite aguda necrotizante, e a gravidade em leve, moderadamente grave e grave. A estratificação da gravidade é baseada na presença e duração da falência orgânica e na ocorrência de complicações locais ou sistêmicas. A falência orgânica é definida por um escore de Marshall modificado ≥ 2 para um dos sistemas (respiratório, cardiovascular, renal). A falência orgânica persistente, ou seja, que dura mais de 48 horas, é o principal marcador de pancreatite aguda grave e está associada a um aumento significativo da morbimortalidade. O manejo da pancreatite aguda depende da sua gravidade. Casos leves geralmente requerem apenas suporte clínico, hidratação e analgesia. Já as formas moderadamente graves e graves podem necessitar de monitorização em UTI, suporte orgânico, tratamento de complicações locais (como coleções fluidas ou necrose infectada) e, em alguns casos, intervenção cirúrgica ou endoscópica. A identificação precoce da gravidade é crucial para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de pancreatite aguda segundo Atlanta?

A classificação de Atlanta divide a pancreatite aguda em edematosa intersticial e necrotizante. A gravidade é subclassificada em leve, moderadamente grave e grave, baseada na presença e duração de falência orgânica e complicações locais/sistêmicas.

O que caracteriza a pancreatite aguda grave pela classificação de Atlanta?

A pancreatite aguda grave é caracterizada pela presença de falência orgânica persistente (duração > 48 horas), seja de um único órgão ou de múltiplos órgãos. Isso indica um pior prognóstico e maior risco de mortalidade.

Qual a diferença entre pancreatite moderada e grave em relação à falência orgânica?

Na pancreatite moderadamente grave, pode haver falência orgânica transitória (resolvendo em < 48 horas) e/ou complicações locais ou sistêmicas sem falência orgânica persistente. A pancreatite grave, por outro lado, apresenta falência orgânica persistente (> 48 horas).

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