UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Paciente de 6 anos chega ao consultório, com a mãe dizendo as seguintes queixas. “Dr, meu filho, geralmente, fica cansado 2 vezes por semana, falta escola de vez enquanto por causa disso, quando corre muito também fica cansado, só melhora com o aerossol passado na emergência, e é a noite que geralmente piora”. Com base nisso você classificaria ele como:
Asma persistente moderada em criança > 5 anos: sintomas diários, 2x/semana noturnos, VEF1 60-80%, limita atividade.
A classificação da asma em crianças acima de 5 anos baseia-se na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate, limitação de atividades e função pulmonar. Sintomas diários e noturnos frequentes (mais de 1x/semana) indicam asma persistente moderada.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. Sua correta classificação é fundamental para guiar o tratamento e prevenir exacerbações, impactando diretamente a qualidade de vida do paciente e a frequência escolar. A compreensão dos critérios de gravidade é um pilar na formação do residente, permitindo uma abordagem terapêutica personalizada e eficaz. O diagnóstico e a classificação da asma em crianças baseiam-se na frequência e intensidade dos sintomas diurnos e noturnos, na necessidade de medicação de resgate, na limitação das atividades e, quando possível, na avaliação da função pulmonar (VEF1). A asma persistente moderada, como no caso apresentado, sugere uma inflamação das vias aéreas mais significativa, demandando uma terapia de controle contínuo mais robusta para evitar a progressão da doença e o remodelamento brônquico. O tratamento da asma persistente moderada geralmente envolve o uso diário de corticosteroides inalatórios em dose baixa a média, associados ou não a broncodilatadores de longa ação, conforme as diretrizes GINA. O objetivo é alcançar e manter o controle da doença, minimizando os sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a função pulmonar. A educação do paciente e da família sobre o manejo da doença e o uso correto dos dispositivos inalatórios é crucial para o sucesso terapêutico e a adesão ao tratamento.
A asma persistente moderada em crianças acima de 5 anos é caracterizada por sintomas diários, sintomas noturnos mais de uma vez por semana, uso diário de beta-2 agonista de curta ação, alguma limitação das atividades e VEF1 entre 60-80% do previsto.
Sintomas noturnos mais de uma vez por semana são um indicador importante de asma persistente moderada ou grave, diferenciando-a da asma intermitente (sintomas noturnos até 2x/mês) e da persistente leve (sintomas noturnos 3-4x/mês).
A limitação das atividades diárias, como brincar ou ir à escola, é um critério relevante que indica um controle inadequado da asma e contribui para a classificação da gravidade, especialmente em asma persistente moderada e grave.
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