SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2016
Escolar de sete anos, com crises de sibilância desde os dois anos, é levado ao ambulatório com queixa de crises de sibilância mais de duas vezes por semana, necessitando ser nebulizado em casa com beta 2 agonista, quase diariamente, e que, pelo menos duas noites por mês, acorda tossindo. Considerando o quadro acima, a classificação diagnóstica e o tratamento indicado para esta criança são, respectivamente:
Asma persistente moderada = sintomas diários ou noturnos >1x/sem + CI dose moderada.
A classificação da asma em crianças é baseada na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de beta-2 agonistas de curta duração e impacto nas atividades. O quadro descrito se encaixa na asma persistente moderada, que requer corticoide inalatório em dose moderada.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, comum na infância, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. A classificação da gravidade da asma é fundamental para guiar o tratamento e garantir o controle da doença, prevenindo exacerbações e melhorando a qualidade de vida da criança. A avaliação inclui a frequência dos sintomas diurnos e noturnos, a necessidade de medicação de alívio e o impacto nas atividades diárias. Para escolares, a asma é classificada em intermitente, persistente leve, persistente moderada e persistente grave. Um paciente com sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, uso de beta-2 agonista de curta duração quase diariamente e sintomas noturnos mais de duas vezes por mês se enquadra na categoria de asma persistente moderada. Nesta fase, a inflamação das vias aéreas é significativa e requer uma abordagem terapêutica mais intensiva para alcançar o controle. O tratamento da asma persistente moderada em crianças envolve o uso diário de um corticoide inalatório em dose moderada, que é a base da terapia de controle para reduzir a inflamação. A adesão ao tratamento e a técnica de inalação são cruciais para o sucesso. O objetivo é manter a criança assintomática, com função pulmonar normal e sem necessidade de medicação de resgate, minimizando os efeitos adversos e prevenindo a remodelação das vias aéreas.
A asma em crianças é classificada com base na frequência dos sintomas diurnos (semanais), noturnos (mensais), uso de beta-2 agonistas de curta duração e limitações de atividade, além da função pulmonar (se disponível e aplicável à idade).
Para asma persistente moderada em escolares, o tratamento inicial recomendado é um corticoide inalatório em dose moderada diariamente, visando controlar a inflamação das vias aéreas e reduzir a frequência dos sintomas.
A asma é considerada não controlada se a criança apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma mais de uma vez por semana, necessidade de beta-2 agonista de curta duração mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma.
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