IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Um paciente previamente asmático, com 7 anos de idade, apresenta quadro de tosse e sibilos, mais de uma vez por semana, porém não diariamente. Apresenta sintomas noturnos de três a quatro vezes ao mês e limitação das atividades durante as exacerbações. Não apresentou internações recentes e nunca foi internado em unidade de terapia intensiva. Nesse contexto, pode-se dizer que o paciente apresenta
Asma persistente leve em crianças: sintomas >2x/sem (não diários), noturnos >2x/mês, alguma limitação.
A classificação da asma em crianças é baseada na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, na limitação das atividades e na frequência de exacerbações. Essa classificação é crucial para guiar o tratamento e garantir o controle da doença, prevenindo crises e melhorando a qualidade de vida.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. A correta classificação da gravidade da asma é um pilar fundamental para o estabelecimento de um plano de tratamento eficaz, visando o controle dos sintomas, a prevenção de exacerbações e a manutenção da função pulmonar. Para residentes e profissionais de saúde, dominar esses critérios é essencial para um manejo adequado. A classificação da asma pediátrica é geralmente baseada na frequência e intensidade dos sintomas diurnos e noturnos, na limitação das atividades diárias e no histórico de exacerbações graves, conforme diretrizes como a GINA (Global Initiative for Asthma). A asma intermitente é caracterizada por sintomas diurnos menos de duas vezes por semana e noturnos menos de duas vezes por mês, sem limitação de atividades. Já a asma persistente leve apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana (mas não diariamente), sintomas noturnos mais de duas vezes por mês (mas não semanalmente) e alguma limitação das atividades. O tratamento da asma é escalonado de acordo com essa classificação. Pacientes com asma persistente leve, como o caso descrito, geralmente necessitam de terapia de manutenção com corticosteroides inalatórios em baixa dose, além de broncodilatadores de curta ação para alívio dos sintomas. O objetivo é alcançar e manter o controle da doença, minimizando o impacto na qualidade de vida da criança e prevenindo a progressão para formas mais graves da doença. A educação do paciente e da família sobre a doença e o uso correto da medicação são componentes cruciais do manejo.
A asma intermitente é caracterizada por sintomas diurnos menos de 2 vezes por semana e noturnos menos de 2 vezes por mês, sem limitação de atividades. A asma persistente (leve, moderada ou grave) apresenta sintomas mais frequentes, com maior impacto nas atividades e no sono.
A frequência dos sintomas noturnos é um critério importante. Sintomas noturnos menos de 2 vezes por mês indicam asma intermitente. Mais de 2 vezes por mês, mas menos de 1 vez por semana, sugerem asma persistente leve. Mais de 1 vez por semana indica asma persistente moderada a grave.
A limitação das atividades diárias é um indicador direto do impacto da asma na qualidade de vida da criança. A presença de alguma limitação já aponta para uma asma persistente leve, enquanto limitações significativas ou extremas indicam asma persistente moderada ou grave, respectivamente.
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