HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2019
Uma paciente de 7 anos de idade foi atendida no pronto-socorro com crise de sibilância acentuada e falta de ar, e respondeu bem ao resgate com salbutamol (quatro jatos a cada 20 minutos - 3 ciclos em uma hora). No histórico, a mãe relata que a filha tem apresentado mais de três crises desse tipo ao mês, e que nunca fez qualquer tratamento preventivo. A mãe informa também que a paciente tem rinite alérgica e limitação a atividade física de forma contínua, mesmo fora da crise, e que o pai tem asma. Na reavaliação, o plantonista liberou a paciente para casa, com a orientação de que a mãe procurasse acompanhamento médico ambulatorial, classificou a gravidade e o controle da doença e iniciou tratamento profilático. A respeito desse caso clínico, assinale a alternativa que indica o diagnóstico e o tratamento apropriado para essa paciente.
Criança com >3 crises/mês, limitação física e rinite → Asma grave não controlada, iniciar CI alta dose + LABA (Fluticasona + Salmeterol).
A paciente apresenta múltiplos critérios de asma não controlada e grave: mais de três crises ao mês, limitação contínua da atividade física e rinite alérgica associada. O histórico familiar de asma também é relevante. Para asma grave não controlada, a diretriz GINA (Global Initiative for Asthma) recomenda o uso de corticoide inalatório em dose alta associado a um beta-2 agonista de longa ação (LABA), como a combinação de fluticasona e salmeterol.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. A classificação da gravidade e do controle da asma é essencial para guiar o tratamento. Uma criança que apresenta mais de três crises por mês, limitação contínua da atividade física e uso frequente de medicação de resgate, mesmo fora das crises, é classificada como tendo asma não controlada, e a presença de rinite alérgica e histórico familiar reforçam o diagnóstico de atopia e a necessidade de controle rigoroso. O tratamento da asma em crianças segue um modelo escalonado, conforme as diretrizes internacionais como a GINA (Global Initiative for Asthma). Para casos de asma grave não controlada, a terapia combinada de um corticoide inalatório (CI) em dose alta e um beta-2 agonista de longa ação (LABA) é a abordagem recomendada. Essa combinação atua sinergicamente para reduzir a inflamação e promover a broncodilatação prolongada, melhorando o controle dos sintomas e prevenindo exacerbações. Para residentes, é crucial dominar a avaliação da asma pediátrica, identificar os critérios de controle e gravidade, e saber quando e como escalar o tratamento. A educação do paciente e da família sobre a doença, a técnica inalatória correta e a importância da adesão ao tratamento preventivo são pilares para o sucesso terapêutico e para garantir uma melhor qualidade de vida para a criança asmática.
A gravidade e o controle da asma em crianças são classificados com base na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate, limitação de atividades e frequência de exacerbações. Mais de três crises ao mês e limitação contínua de atividades indicam asma não controlada, possivelmente grave.
Para asma grave não controlada em crianças, o tratamento apropriado envolve a combinação de um corticoide inalatório (CI) em dose alta com um beta-2 agonista de longa ação (LABA), como fluticasona + salmeterol, administrados regularmente para controle da inflamação e broncodilatação prolongada.
A rinite alérgica é uma comorbidade comum na asma e seu controle é fundamental para o manejo eficaz da asma. A inflamação das vias aéreas superiores pode impactar negativamente o controle da asma, e o tratamento da rinite pode melhorar os sintomas respiratórios inferiores.
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