Asma Persistente Moderada em Crianças: Manejo e Terapia

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2018

Enunciado

Menino de 7 anos, procedente do interior da Bahia, apresenta história de episódios de tosse, falta de ar, cansaço, chiado no peito desde os 3 anos de idade. No último semestre, após a família vir para São Paulo, esses episódios se tornaram mensais, tendo sido necessário procurar pronto atendimento em 3 destas ocasiões. Foi medicado nesses episódios com beta-2-agonista de curta duração e prednisolona, por 5 dias. Entre os episódios, a criança apresenta tosse e despertar noturno semanalmente; necessita de inalação com beta-2-agonista de curta duração 2 a 3 vezes por semana por chiado e cansaço; e tosse sempre que pratica esporte na escola ou quando ri muito. Qual a conduta para o tratamento de manutenção do quadro dessa criança, tendo em vista a classificação da asma?

Alternativas

  1. A) Associação de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (LABA), em dose média ou alta.
  2. B) Corticoide inalatório em dose baixa, associado a antileucotrieno.
  3. C) Corticoide inalatório em dose alta, associado à beta-2-agonista de curta duração.
  4. D) Broncodilatador de longa duração (LABA) em dose baixa, associado a antileucotrieno.
  5. E) Antileucotrieno associado à metilxantina (teofilina).

Pérola Clínica

Asma persistente moderada em criança: CI dose baixa + Antileucotrieno (alternativa ao CI + LABA).

Resumo-Chave

A classificação da asma em crianças é baseada na frequência e intensidade dos sintomas diurnos e noturnos, uso de SABA e limitações de atividade. Para asma persistente moderada (GINA Step 3), a terapia preferencial é corticoide inalatório (CI) em dose baixa associado a um broncodilatador de longa duração (LABA), ou CI em dose média. A associação de CI em dose baixa com antileucotrieno é uma alternativa válida, especialmente em casos de rinite alérgica concomitante ou má adesão ao LABA.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. Sua prevalência varia, mas é uma condição comum que exige manejo adequado para prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida. A correta classificação da gravidade da asma é fundamental para guiar o tratamento de manutenção, evitando o subtratamento e suas consequências, como hospitalizações e comprometimento do desenvolvimento pulmonar. O diagnóstico da asma é clínico, baseado na história de sintomas respiratórios recorrentes (chiado, tosse, dispneia, aperto no peito) e na resposta a broncodilatadores. A classificação da gravidade, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), considera a frequência e intensidade dos sintomas diurnos e noturnos, o uso de medicação de resgate e a limitação das atividades. A suspeita de asma persistente surge quando os sintomas não são controlados com beta-2 agonistas de curta duração isoladamente ou são frequentes. O tratamento de manutenção da asma persistente visa controlar a inflamação das vias aéreas. Para asma persistente moderada (GINA Step 3), a terapia preferencial inclui corticoide inalatório (CI) em dose baixa associado a um broncodilatador de longa duração (LABA). A associação de CI em dose baixa com um antileucotrieno é uma alternativa válida, especialmente em crianças que podem ter dificuldade com o uso de LABA ou que apresentam comorbidades como rinite alérgica. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a adesão e o acompanhamento regular são cruciais para o controle da doença e prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como persistente moderada em crianças?

A asma é classificada como persistente moderada em crianças quando há sintomas diurnos diários, despertares noturnos mais de uma vez por semana, uso de beta-2 agonista de curta duração diariamente, alguma limitação de atividade e exacerbações que requerem corticoides orais duas ou mais vezes por ano.

Qual a conduta inicial para o tratamento de manutenção da asma persistente moderada em crianças?

A conduta inicial preferencial para asma persistente moderada em crianças (GINA Step 3) é a associação de corticoide inalatório em dose baixa com um broncodilatador de longa duração (LABA). Uma alternativa é o corticoide inalatório em dose média ou a combinação de corticoide inalatório em dose baixa com um antileucotrieno.

Quando considerar o uso de antileucotrienos no tratamento da asma pediátrica?

Os antileucotrienos, como o montelucaste, são uma opção terapêutica para asma persistente leve a moderada, especialmente como terapia adicional em pacientes com rinite alérgica concomitante, asma induzida por exercício ou como alternativa quando o uso de LABA não é adequado ou tolerado.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo