Asma Leve Persistente: Manejo Atualizado Conforme GINA

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 23 anos, com antecedente de bronquite na infância que melhorou na préadolescência, apresenta crises de tosse seca e aperto no peito há dois meses. Relata que, em um desses episódios, procurou o serviço de pronto atendimento, tendo recebido inalações, com melhora clínica. Relata sintomas diurnos aproximadamente uma vez por semana. A espirometria mostra: CVF = 91%, VEF1 = 82%, VEF1/CVF = 0,74, com resposta significativa após a administração de broncodilatador. Assinale a alternativa que apresenta o manejo clínico correto.

Alternativas

  1. A) Budesonida+formoterol 200/6 mcg duas vezes ao dia e salbutamol 200 mcg nas crises.
  2. B) Budesonida 200 mcg duas vezes ao dia e salbutamol 200 mcg nas crises.
  3. C) Budesonida+formoterol 400/12 mcg nas crises. 
  4. D) Budesonida+formoterol 400/12 mcg duas vezes ao dia e salbutamol 200 mcg nas crises.
  5. E) Budesonida 200 mcg duas vezes ao dia, montelucaste uma vez ao dia e salbutamol 200 mcg nas crises.

Pérola Clínica

Asma com sintomas < 2x/semana e VEF1 > 80% (GINA Etapa 2) → CIBA + Corticoide inalatório de baixa dose (ICS) conforme necessidade (Budesonida/Formoterol).

Resumo-Chave

O paciente apresenta asma com sintomas diurnos uma vez por semana e espirometria com VEF1 > 80% e resposta significativa ao broncodilatador, classificando-o como asma leve persistente (Etapa 2 da GINA). O manejo atual para essa etapa é o uso de corticoide inalatório de baixa dose (ICS) + formoterol conforme necessidade, não como terapia de manutenção diária.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, especialmente à noite ou pela manhã. A classificação da gravidade da asma é fundamental para guiar o tratamento, sendo baseada na frequência dos sintomas, uso de medicação de resgate e função pulmonar. O paciente do caso apresenta sintomas diurnos uma vez por semana, VEF1 de 82% e resposta significativa ao broncodilatador, o que o enquadra na asma leve persistente (Etapa 2 da GINA). As diretrizes atuais da GINA (2022) enfatizam a importância de incluir um corticoide inalatório (ICS) desde as etapas iniciais da asma para reduzir o risco de exacerbações. Para a asma leve persistente, a GINA recomenda o uso de ICS de baixa dose combinado com formoterol (um beta-2 agonista de longa ação de início rápido) conforme necessidade, em vez de apenas um broncodilatador de curta ação (SABA). Essa abordagem, conhecida como terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy) ou terapia de alívio com ICS/Formoterol, demonstrou ser mais eficaz na prevenção de exacerbações graves. A alternativa C, Budesonida+formoterol 400/12 mcg nas crises, reflete essa abordagem para o alívio dos sintomas.

Perguntas Frequentes

Como classificar a asma leve persistente?

A asma leve persistente é caracterizada por sintomas diurnos mais de duas vezes por mês, mas menos de uma vez por dia, ou sintomas noturnos mais de duas vezes por mês, com VEF1 ≥ 80% do previsto e sem limitações significativas das atividades.

Qual a recomendação atual da GINA para o tratamento da asma leve persistente?

A GINA (Global Initiative for Asthma) recomenda, para a asma leve persistente (Etapa 2), o uso de corticoide inalatório de baixa dose (ICS) combinado com formoterol conforme necessidade, em vez de apenas um broncodilatador de curta ação.

O que significa "resposta significativa após broncodilatador" na espirometria?

Uma resposta significativa é definida por um aumento no VEF1 ou CVF de pelo menos 12% e 200 mL em relação ao valor basal após a administração de um broncodilatador.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo