PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Juliana tem 6 anos de idade e vem na Unidade Básica de Saúde trazida por sua mãe que relata que ela apresenta tosse, chiado no peito e um pouco de falta de ar há 2 dias. Nega febre. Ao exame encontra-se eupneica, sem desconforto respiratório com sibilos difusos. Ao ser questionada, a mãe conta que ela vem tendo crises frequentes com tosse, chiado mais de duas vezes por semana e no último mês tem tido dificuldade em fazer as atividades de educação física na escola porque fica cansada. O que seria mais apropriado o médico de família e comunidade fazer nesse caso?
Asma persistente moderada em criança → Beta-agonista de resgate + Corticoide inalatório em baixas doses + Orientações ambientais.
A criança apresenta sintomas de asma persistente moderada (sintomas > 2x/semana, limitação de atividades). O tratamento inicial adequado envolve medicação de resgate (beta-agonista) e terapia de manutenção com corticosteroide inalatório para controle da inflamação, além de medidas ambientais.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O manejo adequado é essencial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e garantir uma boa qualidade de vida para a criança. A classificação da asma (intermitente, persistente leve, moderada ou grave) orienta a escolha do tratamento. No caso de Juliana, os sintomas frequentes (tosse, chiado > 2x/semana) e a limitação das atividades físicas indicam uma asma persistente moderada. O tratamento para essa classificação envolve uma abordagem combinada: medicação de resgate para alívio rápido dos sintomas (beta-agonista de curta duração inalatório) e terapia de manutenção para controle da inflamação (corticosteroide inalatório em baixas doses). As orientações ambientais são igualmente cruciais para reduzir a exposição a gatilhos e otimizar o controle da doença. É fundamental que o médico de família e comunidade esteja apto a diagnosticar e iniciar o tratamento da asma em crianças, encaminhando ao especialista apenas em casos de difícil controle ou asma grave. A educação do paciente e da família sobre a doença, o uso correto das medicações e a importância da adesão ao tratamento são pilares para o sucesso terapêutico e a prevenção de complicações.
A asma é classificada como persistente moderada em crianças quando há sintomas diurnos diários ou na maioria dos dias, sintomas noturnos > 1 vez por semana, uso de beta-agonista de curta duração diariamente, e alguma limitação das atividades físicas.
O corticosteroide inalatório é a medicação de primeira linha para o controle da asma persistente em crianças, pois atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, prevenindo crises e melhorando a função pulmonar. Ele deve ser usado diariamente como terapia de manutenção.
As orientações ambientais incluem evitar alérgenos como poeira, ácaros, pelos de animais, fumaça de cigarro e mofo. Manter a casa limpa e arejada, usar capas antiácaro em colchões e travesseiros, e evitar carpetes são medidas importantes para reduzir a exposição a gatilhos.
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