INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma menina com 8 anos de idade apresenta-se, acompanhada da mãe, em consulta ambulatorial com história de chiado no peito quase que diariamente, associado a dispneia aos esforços moderados e tosse noturna 5 vezes por semana, estando em tratamento contínuo com 1 puff de 250 ucg de beclometasona 1 vez ao dia, sem sinal de melhora. Apresenta exacerbações frequentes, com limitação das atividades nessas ocasiões, sendo necessário o uso de beta 2 agonista de curta duração e, às vezes, de corticoide oral. Ausculta respiratória sem alterações, frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto e saturometria de 96%. Diante desse caso, a classificação correta da doença da criança e a conduta adequada para o tratamento a longo prazo são, respectivamente,
Asma com sintomas diários, noturnos >1x/sem, limitação e uso de SABA diário = persistente moderada não controlada → aumentar ICS para dose moderada.
A criança apresenta sintomas diários (chiado, dispneia), tosse noturna frequente (5x/semana), limitação de atividades e uso de beta-2 agonista de curta duração, mesmo em uso de corticoide inalatório de baixa dose. Isso classifica a asma como persistente moderada e não controlada, exigindo um escalonamento do tratamento para corticoide inalatório em dose moderada.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. A classificação e o controle da asma em crianças são fundamentais para um manejo adequado, visando minimizar os sintomas, prevenir exacerbações e otimizar a qualidade de vida. As diretrizes, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), fornecem um guia escalonado para o tratamento. O caso apresentado descreve uma criança com sintomas diários, tosse noturna frequente, limitação de atividades e necessidade de beta-2 agonista de curta duração, mesmo em uso de corticoide inalatório de baixa dose. Esses achados são consistentes com a classificação de asma persistente moderada e, devido à persistência dos sintomas apesar do tratamento, a asma é considerada não controlada. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitação das atividades. O tratamento da asma é escalonado, começando com corticoides inalatórios em baixa dose para asma persistente leve, e aumentando a dose ou adicionando outros medicamentos conforme a necessidade. Para asma persistente moderada não controlada, a conduta adequada é intensificar a terapia de manutenção, geralmente aumentando a dose do corticoide inalatório para uma dose moderada ou adicionando um broncodilatador de longa duração (LABA). O objetivo é alcançar o controle da asma com a menor dose eficaz de medicação, monitorando continuamente a resposta e ajustando o tratamento conforme necessário.
A asma é classificada como persistente moderada em crianças quando há sintomas diários, despertares noturnos mais de uma vez por semana, uso diário de beta-2 agonista de curta duração e alguma limitação das atividades. Exacerbações frequentes também são um indicativo.
Para uma criança com asma persistente moderada não controlada, a conduta inicial é o escalonamento do tratamento. Isso geralmente envolve o aumento da dose do corticoide inalatório para uma dose moderada, ou a adição de um broncodilatador de longa duração (LABA) ao corticoide inalatório de baixa dose.
O corticoide inalatório é a base do tratamento da asma persistente porque atua diretamente na inflamação das vias aéreas, que é o processo fisiopatológico central da doença. Ele reduz a hiperresponsividade brônquica, a frequência e a gravidade dos sintomas e das exacerbações, melhorando o controle da doença a longo prazo.
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