HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2018
Uma criança de 9 anos, com diagnóstico de asma, tem apresentado, nos últimos 3 meses, crises noturnas 2 vezes por semana. Geralmente, são sibilos expiratórios, tosse e dor no peito. Faz uso de broncodilatador de alívio, mas ultimamente tem ido à Emergência para alívio da crise, o que tem ocasionado ausências escolares. Esse quadro pode ser classificado, quanto à gravidade, como
Asma: crises noturnas > 1x/semana, uso de alívio diário, limitações atividade → persistente moderada.
Crises noturnas de asma mais de uma vez por semana, uso diário de broncodilatador de alívio, limitações nas atividades diárias e idas à emergência são critérios para classificar a asma como persistente moderada em crianças, conforme as diretrizes.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. Em crianças, a asma é uma das doenças crônicas mais comuns e uma importante causa de morbidade, absenteísmo escolar e idas à emergência. A classificação da gravidade é essencial para o manejo terapêutico. A classificação da asma em crianças baseia-se na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, na necessidade de medicação de alívio, na limitação das atividades e nos parâmetros de função pulmonar (VEF1). A asma persistente moderada é definida por sintomas diurnos diários, crises noturnas mais de uma vez por semana (mas não todas as noites), uso diário de broncodilatador de alívio, alguma limitação das atividades e VEF1 entre 60-80% do previsto. O tratamento da asma persistente moderada geralmente envolve o uso diário de corticosteroides inalatórios em dose baixa a média, associados ou não a broncodilatadores de longa ação. O objetivo é alcançar o controle da doença, minimizando sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a função pulmonar, permitindo que a criança tenha uma vida normal e sem limitações. A educação do paciente e da família é crucial para a adesão ao tratamento e o reconhecimento de sinais de piora.
A asma persistente moderada em crianças é caracterizada por sintomas diurnos diários, crises noturnas mais de uma vez por semana, uso diário de broncodilatador de alívio, limitações nas atividades diárias e VEF1 entre 60-80% do previsto.
As crises noturnas indicam um controle inadequado da inflamação das vias aéreas e são um sinal de maior gravidade da asma, pois o ciclo circadiano influencia a função pulmonar e a inflamação.
A classificação correta da gravidade da asma é fundamental para guiar o tratamento adequado, escalonar ou desescalonar a terapia e otimizar o controle da doença, prevenindo exacerbações e melhorando a qualidade de vida da criança.
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