Asma Não Controlada em Escolares: Classificação e Tratamento

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020

Enunciado

Um escolar com 9 anos de idade comparece à consulta médica de rotina em Unidade Básica de Saúde. O paciente apresenta crises de broncoespasmo recorrentes desde 4 anos de idade, com sintomas diurnos 3 vezes por semana e despertar noturno sempre com necessidade de uso de β2-agonista de curta duração por demanda. Ele não consegue realizar atividades comuns da infância, como correr com seus amigos. Refere controle ambiental adequado. Há 4 meses, faz uso contínuo de corticoide inalatório em dose baixa. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, corado, hidratado e eupneico. Possui auscultas cardíaca e respiratória normais. Qual é a classificação da asma e a terapêutica recomendada, além do uso do β2-agonista de curta duração por demanda?

Alternativas

  1. A) Asma parcialmente controlada; uso contínuo de corticoide inalatório em dose média.
  2. B) Asma parcialmente controlada; uso contínuo de corticoide oral em doses baixas.
  3. C) Asma não controlada; uso contínuo de corticoide inalatório em dose média.
  4. D) Asma não controlada; uso contínuo de corticoide oral em doses baixas.

Pérola Clínica

Asma com sintomas >2x/semana, despertar noturno, limitação atividades, uso β2-agonista >2x/semana = Asma não controlada → Aumentar corticoide inalatório para dose média.

Resumo-Chave

A asma é classificada como 'não controlada' quando há sintomas diurnos frequentes (>2x/semana), despertares noturnos, necessidade de β2-agonista de curta duração frequente e limitação de atividades, mesmo com uso de corticoide inalatório em dose baixa. Nesses casos, a terapêutica deve ser intensificada.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças e adultos, sendo uma das principais causas de morbidade na infância. A classificação do controle da asma é fundamental para guiar a terapêutica e garantir a qualidade de vida do paciente. A asma não controlada, como no caso do escolar, indica que o tratamento atual é insuficiente para controlar os sintomas e prevenir exacerbações. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução do fluxo aéreo, que pode ser reversível. O diagnóstico de asma não controlada é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente e na frequência de uso de medicação de alívio, mesmo com o uso de medicação controladora. No caso, sintomas diurnos 3x/semana, despertar noturno e limitação de atividades, mesmo com corticoide inalatório em dose baixa, caracterizam asma não controlada. O tratamento da asma não controlada envolve a escalada terapêutica. De acordo com as diretrizes (como GINA), se o paciente está em corticoide inalatório em dose baixa e permanece não controlado, o próximo passo é aumentar a dose para média ou adicionar um broncodilatador de longa ação (LABA) ao corticoide inalatório. O objetivo é alcançar o controle total da doença, permitindo que a criança realize suas atividades diárias sem limitações e sem despertares noturnos.

Perguntas Frequentes

Quais critérios definem a asma não controlada em crianças?

Asma não controlada é definida por sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno, necessidade de β2-agonista de curta duração mais de duas vezes por semana e/ou limitação de atividades.

Qual a conduta inicial para asma não controlada em escolares?

Após otimizar o controle ambiental e a técnica inalatória, a conduta é escalar o tratamento, geralmente aumentando a dose do corticoide inalatório para dose média ou adicionando um broncodilatador de longa ação (LABA).

Qual o papel do corticoide inalatório no tratamento da asma?

O corticoide inalatório é a medicação de controle mais eficaz para a asma, atuando na inflamação das vias aéreas e prevenindo crises, sendo a base do tratamento contínuo e preventivo.

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