HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Igor, 5 anos, tem história de sibilância, dispneia e tosse em episódios semanais, às vezes tem suas atividades limitadas quando faz grandes esforços, e acorda na madrugada com tosse e sibilância pelo menos uma vez por semana. Necessita usar broncodilatadores de alívio cerca de 2 vezes por semana, e tem Pico de Fluxo Expiratório "maior ou igual a" 80% do previsto. De acordo com o último Consenso Brasileiro para o Manejo de Asma, classifique a asma de Igor.
Asma persistente moderada (criança): sintomas diários, noturnos >1x/sem, limitação atividade, uso de β2-agonista diário.
A classificação da asma em crianças, conforme o Consenso Brasileiro, considera frequência de sintomas diurnos e noturnos, limitação de atividades, uso de medicação de alívio e função pulmonar. Os critérios de Igor (sintomas semanais, noturnos >1x/sem, limitação, uso de broncodilatador 2x/sem) o enquadram como asma persistente moderada.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. A correta classificação da gravidade da asma é um passo fundamental para o manejo adequado, permitindo a escolha da terapia farmacológica mais apropriada e a prevenção de exacerbações. O Consenso Brasileiro para o Manejo da Asma oferece diretrizes claras para essa classificação, baseadas em critérios clínicos e funcionais. Para crianças de 5 a 11 anos, a asma persistente moderada é caracterizada por sintomas diurnos diários, sintomas noturnos mais de uma vez por semana, alguma limitação das atividades físicas, uso de broncodilatadores de alívio diariamente e um Pico de Fluxo Expiratório (PFE) ou VEF1 entre 60-80% do previsto ou do melhor pessoal. No caso de Igor, os sintomas semanais, noturnos >1x/sem, limitação de atividades e uso de broncodilatador 2x/sem, mesmo com PFE >80%, o enquadram nesta categoria, pois a frequência dos sintomas noturnos e a limitação já são suficientes. O manejo da asma persistente moderada geralmente envolve o uso diário de corticosteroides inalatórios em dose baixa a média, associados ou não a broncodilatadores de longa ação, conforme a resposta. Residentes devem dominar esses critérios para garantir que as crianças recebam o tratamento adequado, visando o controle total da doença e uma melhor qualidade de vida.
A classificação da asma em crianças considera a frequência de sintomas diurnos e noturnos, a limitação das atividades, a frequência de uso de broncodilatadores de alívio e os valores do Pico de Fluxo Expiratório ou VEF1.
A asma persistente leve tem sintomas diurnos >2x/semana mas não diários, noturnos <2x/mês e sem limitação. A moderada tem sintomas diários, noturnos >1x/semana, limitação de atividades e uso diário de β2-agonista.
A classificação correta da asma é fundamental para guiar a escolha do tratamento adequado, que geralmente envolve corticosteroides inalatórios em doses crescentes, visando o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações.
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