HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
De acordo com a classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA Classification), que categorizou as comorbidades pré-operatórias dos pacientes, paciente com doença sistêmica grave, que resulta em comprometimento funcional, cujos exemplos são diabetes mellitus com complicações vasculares, infarto do miocárdio prévio e hipertensão não controlada, é classificado como:
ASA III = doença sistêmica grave com comprometimento funcional (DM c/ complicações, IAM prévio, HAS não controlada).
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma ferramenta essencial na avaliação pré-operatória para estimar o risco anestésico-cirúrgico do paciente. O ASA III indica um paciente com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante, e que não representa uma ameaça constante à vida, como diabetes com complicações micro ou macrovasculares, infarto do miocárdio prévio ou hipertensão não controlada.
A classificação da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) é um sistema amplamente utilizado para avaliar o estado físico dos pacientes antes de procedimentos cirúrgicos, fornecendo uma estimativa do risco anestésico-cirúrgico. Desenvolvida em 1961, ela categoriza os pacientes em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral, doador de órgãos). A correta aplicação dessa classificação é fundamental para a segurança do paciente e para a comunicação eficaz entre a equipe médica. A classificação ASA não é uma medida de risco cirúrgico por si só, mas um indicador do estado de saúde geral do paciente. O ASA III, especificamente, descreve um paciente com doença sistêmica grave que causa comprometimento funcional. Isso significa que a doença afeta a capacidade do paciente de realizar atividades diárias, mas não é uma ameaça constante à vida. Exemplos clássicos incluem diabetes mellitus com complicações vasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia), infarto do miocárdio prévio (mais de 3 meses), angina pectoris estável, hipertensão arterial não controlada e doença pulmonar obstrutiva crônica grave. Para residentes, dominar a classificação ASA é essencial para a avaliação pré-operatória, o planejamento anestésico e a discussão de riscos com os pacientes. A identificação correta da classe ASA permite otimizar as condições do paciente antes da cirurgia, minimizando complicações e melhorando os resultados pós-operatórios. A compreensão das nuances de cada classe é um ponto chave para a prática segura e eficaz da medicina perioperatória.
Um paciente é classificado como ASA III quando apresenta uma doença sistêmica grave que resulta em comprometimento funcional. Exemplos incluem diabetes mellitus com complicações vasculares, infarto do miocárdio prévio (mais de 3 meses), angina pectoris estável, hipertensão não controlada, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e obesidade mórbida.
A classificação ASA é crucial para a comunicação entre a equipe cirúrgica e anestésica, auxiliando na estimativa do risco de morbimortalidade perioperatória. Ela orienta a tomada de decisões sobre o tipo de anestesia, a necessidade de monitorização intensiva e a otimização das condições clínicas do paciente antes da cirurgia.
Geralmente, quanto maior a classe ASA, maior o risco de complicações e mortalidade pós-operatória. Pacientes ASA III e IV, por exemplo, têm um risco significativamente maior de eventos adversos em comparação com pacientes ASA I e II, exigindo um manejo perioperatório mais cauteloso e individualizado.
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