Classificação ASA na Gestação: Entenda o Risco Cirúrgico

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Paciente feminina, 22 anos, 38 semanas de gestação, encaminhada para avaliação pré-anestésica para cesariana eletiva. Nega doenças prévias, nega uso de medicamentos, gestação foi sem intercorrências e seu pré-natal foi de baixo risco. Sobre esse caso e a classificação de risco cirúrgico da ASA (American Society of Anesthesiologists), marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Paciente pode ser classificada como ASA 1, pois é jovem, não tem comorbidades prévias, não faz uso de medicações e a gestação não é uma doença.
  2. B) A ASA não se posiciona sobre gestação na sua escala de risco cirúrgico.
  3. C) Paciente é classificada como ASA 2, pois as alterações fisiológicas da gestação podem aumentar o risco cirúrgico.
  4. D) Somente gestantes de alto risco são consideradas ASA 2.
  5. E) Paciente é classificada como ASA 2, já que a cesariana tem maior risco de sangramento, se optasse por parto normal, seria ASA 1.

Pérola Clínica

Gestantes saudáveis, mesmo para cesariana eletiva, são classificadas como ASA 2 devido às alterações fisiológicas da gravidez.

Resumo-Chave

A classificação ASA considera as alterações fisiológicas da gestação como uma condição sistêmica leve que pode aumentar o risco cirúrgico. Portanto, uma gestante saudável, mesmo para um procedimento eletivo como a cesariana, é classificada como ASA 2.

Contexto Educacional

A classificação de risco cirúrgico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar o estado de saúde geral de um paciente antes de um procedimento cirúrgico. Ela categoriza os pacientes de ASA 1 (paciente saudável) a ASA 6 (paciente com morte cerebral), com a adição de "E" para procedimentos de emergência. Essa classificação ajuda a prever o risco de morbimortalidade perioperatória. No contexto da gestação, é fundamental compreender que, mesmo em uma gravidez de baixo risco e sem comorbidades, a paciente é classificada como ASA 2. Isso se deve às significativas alterações fisiológicas que ocorrem durante a gestação, como aumento do volume sanguíneo, do débito cardíaco, da demanda de oxigênio, alterações na função pulmonar e gastrointestinal, que podem impactar a resposta à anestesia e à cirurgia. Portanto, uma gestante saudável submetida a uma cesariana eletiva, por exemplo, é considerada ASA 2. Se houver comorbidades pré-existentes ou intercorrências na gestação (como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, cardiopatia), a classificação pode ser elevada para ASA 3 ou ASA 4, dependendo da gravidade da condição. A avaliação pré-anestésica detalhada é crucial para identificar e otimizar essas condições, garantindo a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Por que uma gestante saudável é classificada como ASA 2?

Uma gestante saudável é classificada como ASA 2 devido às alterações fisiológicas normais da gravidez (ex: aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco, alterações respiratórias) que, embora não sejam doenças, podem aumentar o risco anestésico-cirúrgico.

Quais são as categorias da classificação ASA?

A classificação ASA varia de ASA 1 (paciente saudável) a ASA 6 (paciente com morte cerebral), com categorias intermediárias para doenças sistêmicas leves (ASA 2), graves (ASA 3) e ameaçadoras à vida (ASA 4), além de emergências (E).

A classificação ASA muda se a gestante tiver comorbidades?

Sim, se a gestante apresentar comorbidades pré-existentes ou intercorrências na gestação (ex: pré-eclâmpsia, diabetes gestacional), sua classificação ASA pode ser elevada para 3 ou 4, dependendo da gravidade da condição.

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