AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Sobre a classificação da American Society of Anesthesiology (ASA) na avaliação pré-operatória, assinale a alternativa correta.
ASA II = Doença sistêmica leve sem limitação funcional (ex: HAS controlada ou DM sem complicações).
A escala ASA estratifica o estado físico pré-operatório. O sufixo 'E' deve ser adicionado para emergências, indicando que o tempo de preparo foi limitado, aumentando o risco.
A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma das ferramentas mais utilizadas mundialmente para a estratificação do estado físico pré-operatório. Embora apresente certa subjetividade entre observadores, ela possui uma correlação direta com as taxas de mortalidade perioperatória. É fundamental que o residente compreenda que a classificação deve refletir o estado do paciente no momento da cirurgia. Pacientes ASA I são saudáveis e não tabagistas. A partir do ASA II, iniciam-se as comorbidades controladas. O reconhecimento correto dessas categorias permite uma melhor comunicação entre a equipe cirúrgica e anestésica, além de auxiliar na decisão sobre o local de recuperação pós-operatória (enfermaria vs. UTI).
O paciente ASA III apresenta uma doença sistêmica grave que resulta em limitação funcional substantiva. Exemplos comuns incluem diabetes mellitus ou hipertensão mal controlados, DPOC estável, obesidade mórbida (IMC ≥ 40), hepatite ativa, dependência de álcool, marcapasso cardíaco ou redução moderada da fração de ejeção cardíaca.
A classificação ASA leva sim em consideração se a cirurgia é de emergência. Quando um procedimento é realizado em caráter de urgência/emergência, adiciona-se o sufixo 'E' à classe numérica (ex: ASA IIE). Isso indica que o paciente não pôde ser otimizado clinicamente antes da intervenção, o que eleva o risco anestésico-cirúrgico.
ASA IV refere-se a um paciente com doença sistêmica grave que constitui risco constante à vida (ex: infarto recente, disfunção valvar grave). ASA V é o paciente moribundo que não deve sobreviver sem a cirurgia (ex: ruptura de aneurisma de aorta). ASA VI é o paciente com morte cerebral declarada cujos órgãos serão removidos para doação.
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