Classificação ASA: Guia de Avaliação Pré-Operatória

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024

Enunciado

Sobre a classificação da American Society of Anesthesiology (ASA) na avaliação pré-operatória, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Não leva em consideração se a cirurgia será realizada de forma eletiva ou de emergência.
  2. B) É subclassificada em cinco categorias, sendo a quinta o paciente em morte cerebral declarada que irá realizar doação de órgãos.
  3. C) O paciente classificado como ASA II é aquele que tem doenças sistêmicas leves.
  4. D) O paciente classificado como ASA IV é classificado com doença que gera risco de vida, sendo contraindicado procedimento cirúrgico mesmo em vistas de emergência.

Pérola Clínica

ASA II = Doença sistêmica leve sem limitação funcional (ex: HAS controlada ou DM sem complicações).

Resumo-Chave

A escala ASA estratifica o estado físico pré-operatório. O sufixo 'E' deve ser adicionado para emergências, indicando que o tempo de preparo foi limitado, aumentando o risco.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma das ferramentas mais utilizadas mundialmente para a estratificação do estado físico pré-operatório. Embora apresente certa subjetividade entre observadores, ela possui uma correlação direta com as taxas de mortalidade perioperatória. É fundamental que o residente compreenda que a classificação deve refletir o estado do paciente no momento da cirurgia. Pacientes ASA I são saudáveis e não tabagistas. A partir do ASA II, iniciam-se as comorbidades controladas. O reconhecimento correto dessas categorias permite uma melhor comunicação entre a equipe cirúrgica e anestésica, além de auxiliar na decisão sobre o local de recuperação pós-operatória (enfermaria vs. UTI).

Perguntas Frequentes

O que define um paciente classificado como ASA III?

O paciente ASA III apresenta uma doença sistêmica grave que resulta em limitação funcional substantiva. Exemplos comuns incluem diabetes mellitus ou hipertensão mal controlados, DPOC estável, obesidade mórbida (IMC ≥ 40), hepatite ativa, dependência de álcool, marcapasso cardíaco ou redução moderada da fração de ejeção cardíaca.

Como a classificação ASA lida com cirurgias de emergência?

A classificação ASA leva sim em consideração se a cirurgia é de emergência. Quando um procedimento é realizado em caráter de urgência/emergência, adiciona-se o sufixo 'E' à classe numérica (ex: ASA IIE). Isso indica que o paciente não pôde ser otimizado clinicamente antes da intervenção, o que eleva o risco anestésico-cirúrgico.

Qual a diferença entre os níveis ASA IV, V e VI?

ASA IV refere-se a um paciente com doença sistêmica grave que constitui risco constante à vida (ex: infarto recente, disfunção valvar grave). ASA V é o paciente moribundo que não deve sobreviver sem a cirurgia (ex: ruptura de aneurisma de aorta). ASA VI é o paciente com morte cerebral declarada cujos órgãos serão removidos para doação.

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