Classificação ASA III: Entenda o Risco Cirúrgico

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022

Enunciado

A principal causa de mortalidade perioperatória durante cirurgias não cardíacas são as doenças cardiovasculares. Consideramos um paciente ASA III pela American Society of Anesthesiologist:

Alternativas

  1. A) Paciente com doença sistêmica grave que resulta em dano funcional. 
  2. B) Paciente com doença sistêmica leve e controlada. 
  3. C) Paciente com doença incapacitante que ameaça constantemente sua vida. 
  4. D) Paciente moribundo, que provavelmente não sobreviverá mais de 24 horas, com ou sem a cirurgia. 

Pérola Clínica

ASA III = paciente com doença sistêmica grave que resulta em dano funcional.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. ASA III indica uma doença sistêmica grave que limita a função, mas não é incapacitante ou ameaçadora à vida em repouso.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o estado físico dos pacientes antes de procedimentos cirúrgicos. Ela estratifica o risco anestésico-cirúrgico, sendo um importante preditor de morbimortalidade perioperatória. A compreensão dessa classificação é crucial para a segurança do paciente e o planejamento adequado da conduta. A classe ASA III é definida como um paciente com doença sistêmica grave que resulta em dano funcional. Exemplos incluem diabetes mellitus mal controlado, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) sintomática, angina pectoris estável ou infarto do miocárdio prévio. É importante diferenciar de ASA II (doença sistêmica leve) e ASA IV (doença incapacitante que ameaça a vida). A correta aplicação da classificação ASA permite aos médicos e anestesiologistas otimizar o preparo pré-operatório, discutir os riscos com o paciente e sua família, e selecionar as técnicas anestésicas e cirúrgicas mais seguras. A mortalidade perioperatória é diretamente proporcional à classe ASA, reforçando a importância de uma avaliação criteriosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a classificação ASA III?

ASA III é atribuído a pacientes com doença sistêmica grave que resulta em dano funcional, como angina estável, diabetes mellitus mal controlado, DPOC sintomático ou hipertensão arterial grave.

Qual a importância da classificação ASA na prática clínica?

A classificação ASA é fundamental para estratificar o risco perioperatório, auxiliar na tomada de decisão sobre o tipo de cirurgia e anestesia, e prever a morbimortalidade.

Como a classificação ASA se relaciona com a mortalidade perioperatória?

A mortalidade perioperatória aumenta progressivamente com o aumento da classe ASA, sendo um preditor independente de desfechos adversos em cirurgias não cardíacas.

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