AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Segundo a American Society of Anesthesiology (ASA), um paciente com doença sistêmica grave que resulta em comprometimento funcional (diabetes melito com complicações vasculares, infarto prévio e hipertensão não controlada) seria classificado como:
ASA IV = doença sistêmica grave com ameaça constante à vida, comprometimento funcional.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco perioperatório. Um paciente ASA IV possui uma doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida, como complicações de diabetes, infarto recente ou hipertensão não controlada, resultando em comprometimento funcional significativo.
A classificação do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar o risco perioperatório de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Ela categoriza os pacientes de ASA I (saudável) a ASA VI (morte cerebral), com uma categoria adicional para emergências (E). Essa classificação é crucial para a comunicação entre equipes médicas e para o planejamento anestésico-cirúrgico, influenciando a escolha de técnicas e o monitoramento. A classificação ASA IV indica um paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida e que causa comprometimento funcional significativo. Exemplos típicos incluem infarto do miocárdio recente (< 3 meses), angina instável, insuficiência cardíaca descompensada, insuficiência renal terminal em diálise, diabetes mellitus com complicações vasculares graves e hipertensão arterial não controlada. O reconhecimento preciso desses critérios é vital para a segurança do paciente e para a prevenção de complicações. A correta aplicação da classificação ASA permite uma melhor estratificação do risco, otimizando a preparação pré-operatória e o manejo intra e pós-operatório. Embora seja uma ferramenta simples, sua interpretação exige conhecimento clínico e a capacidade de identificar a gravidade das comorbidades. Para residentes, dominar essa classificação é essencial para a prática segura da anestesiologia e cirurgia.
Um paciente é classificado como ASA IV quando possui uma doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida, resultando em comprometimento funcional significativo. Exemplos incluem infarto do miocárdio recente, angina instável, insuficiência cardíaca descompensada, insuficiência renal terminal em diálise ou diabetes com complicações vasculares graves.
A classificação ASA é fundamental para estratificar o risco perioperatório, auxiliar na tomada de decisões sobre o tipo de cirurgia e anestesia, e comunicar o estado de saúde do paciente entre os profissionais. Ela não substitui uma avaliação completa, mas é um indicador rápido da gravidade da condição do paciente.
A classificação ASA está diretamente correlacionada com o aumento da morbidade e mortalidade perioperatória. Pacientes com classificações ASA mais altas (III, IV, V) apresentam um risco significativamente maior de complicações e óbito durante e após procedimentos cirúrgicos.
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