Classificação ASA: Hipertensão Mal Controlada e Risco Cirúrgico

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 45 anos, masculino, vai ser submetido a colecistectomia videolaparoscopia eletiva devido a colecistolitíase. É portador de HAS, sem outras comorbidades, e apresenta mal controle da PA (160x90 no momento da consulta), apesar do uso de losartana e indapamida. Pela classificação de risco cirúrgico, o paciente é classificado como:

Alternativas

  1. A) ASA I;
  2. B) ASA II;
  3. C) ASA III;
  4. D) ASA IV;
  5. E) ASA V;

Pérola Clínica

HAS mal controlada (PA > 160/100) = ASA III. HAS controlada sem comorbidades = ASA II.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para determinar o risco cirúrgico. Um paciente com hipertensão arterial sistêmica (HAS) mal controlada (PA > 160/100 mmHg) é classificado como ASA III, indicando doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um componente crítico da segurança do paciente em cirurgia, e a classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma ferramenta universalmente utilizada para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. Ela categoriza os pacientes com base em seu estado de saúde geral e na presença de comorbidades, fornecendo uma estimativa do risco de morbimortalidade perioperatória. Para residentes, dominar essa classificação é fundamental para a prática segura. A classificação ASA varia de I a VI. ASA I refere-se a um paciente saudável; ASA II, a um paciente com doença sistêmica leve (ex: HAS controlada, diabetes tipo 2 sem complicações); ASA III, a um paciente com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante (ex: HAS mal controlada, angina estável, DM com complicações); ASA IV, a um paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida; ASA V, a um paciente moribundo que não sobreviverá sem a cirurgia; e ASA VI, a um paciente com morte cerebral. No caso apresentado, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) mal controlada (160x90 mmHg) eleva o risco do paciente, classificando-o como ASA III. É crucial que o residente reconheça que a otimização do controle da pressão arterial antes de uma cirurgia eletiva é essencial para reduzir os riscos cardiovasculares. A classificação ASA não é um substituto para uma avaliação clínica completa, mas sim um complemento valioso na tomada de decisão e no planejamento anestésico-cirúrgico.

Perguntas Frequentes

O que significa a classificação ASA?

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema de estratificação de risco pré-operatório que avalia o estado físico do paciente, variando de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral).

Quando um paciente com HAS é classificado como ASA II ou III?

Um paciente com HAS controlada sem outras comorbidades é ASA II. Se a HAS for mal controlada (PA > 160/100 mmHg) ou houver doença sistêmica grave associada, é classificado como ASA III.

Qual a importância da classificação ASA na cirurgia?

A classificação ASA ajuda a prever o risco de morbimortalidade perioperatória, orienta a tomada de decisão sobre a cirurgia e a necessidade de otimização clínica pré-operatória, e auxilia na comunicação entre a equipe médica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo