HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Mulher de 54 anos, fumante, diabética, hipertensa, em uso de valsartana/hidroclorotiazida 160/12,5 mg, fazendo dieta hipossódica com restrição de açúcar e portadora de colelitíase, necessita colecistectomia laparoscópica. BEG, PA: 125/80, FC: 80 bat./min, rítmico. Glicemia 95 mg e sem alterações de Na e K. Rk tórax: normal. Sua classificação de risco anestésico (A.S.A.) é:
ASA 2 = paciente com doença sistêmica leve a moderada, bem controlada, sem limitação funcional.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para cirurgia. Um paciente com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, bem controladas e sem impacto significativo na função diária, é geralmente classificado como ASA 2.
A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-operatória, utilizada para estimar o estado físico do paciente e o risco anestésico-cirúrgico. Ela categoriza os pacientes em seis classes, de ASA 1 (paciente saudável) a ASA 6 (paciente com morte cerebral). Essa classificação é crucial para o planejamento da anestesia, a comunicação entre a equipe médica e a identificação de pacientes que necessitam de otimização clínica antes da cirurgia. No caso apresentado, a paciente possui múltiplas comorbidades (tabagismo, diabetes, hipertensão, colelitíase), mas todas estão bem controladas (PA 125/80, FC 80, glicemia 95, Na e K normais, Rx tórax normal) e não há menção de limitação funcional. Pacientes com doença sistêmica leve a moderada, bem controlada e sem limitação funcional, como hipertensão e diabetes controlados, são classificados como ASA 2. É importante diferenciar ASA 2 de ASA 3. O ASA 3 é reservado para pacientes com doença sistêmica grave que causa limitação funcional, mas não é incapacitante (ex: diabetes mal controlado, angina estável, DPOC moderada). A correta aplicação da classificação ASA permite uma avaliação de risco mais precisa, contribuindo para a segurança do paciente e para a tomada de decisões clínicas informadas no período perioperatório.
Um paciente ASA 2 possui uma doença sistêmica leve a moderada, bem controlada, sem limitação funcional significativa. Exemplos incluem hipertensão controlada, diabetes mellitus tipo 2 controlado, tabagismo sem doença pulmonar obstrutiva crônica grave, obesidade leve a moderada.
ASA 2 é para pacientes com doença sistêmica leve a moderada e bem controlada, sem limitação funcional. ASA 3 é para pacientes com doença sistêmica grave que causa limitação funcional, mas não é incapacitante, como diabetes mal controlado, angina estável, DPOC moderada.
A classificação ASA é uma ferramenta padronizada para estimar o risco anestésico-cirúrgico, auxiliando na comunicação entre a equipe, no planejamento da anestesia e na identificação de pacientes que necessitam de otimização pré-operatória ou monitoramento mais intensivo.
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