Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Homem, 57 anos, foi submetido a endoscopia digestiva alta devido a disfagia e perda de peso. O exame evidenciou lesão ulcerada de cerca de 2 cm no terço médio do esôfago. A biópsia revelou tratar-se de carcinoma espinocelular. O estadiamento com ecoendoscopia evidenciou linfonodos torácicos peri-lesionais aumentados de tamanho e lesão que se estende até a adventícia; a tomografia com emissão de pósitrons (PET CT) apresentou captação aumentada no esôfago e linfonodos peri-esofágicos. Tem diabete melito e hipertensão arterial controlados com medicamentos. Apesar dos sintomas gastrointestinais continuou trabalhando como motorista de táxi. Qual a classificação deste paciente segundo a ASA (American Society of Anesthesiologists) e a escala de Karnofsky (performance status), respectivamente?
ASA 2 = doença sistêmica leve (DM/HAS controlados); Karnofsky 90% = atividade normal com sintomas leves.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para anestesia, enquanto a escala de Karnofsky mede o status de performance. Um paciente com comorbidades controladas (DM, HAS) é ASA 2. Se ele mantém suas atividades diárias e trabalho, apesar dos sintomas da doença, seu Karnofsky é alto (90%).
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na segurança do paciente cirúrgico, especialmente em oncologia. Duas ferramentas amplamente utilizadas são a classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) e a escala de Karnofsky. A classificação ASA estratifica o risco anestésico-cirúrgico com base no estado de saúde geral do paciente, variando de ASA 1 (paciente saudável) a ASA 6 (paciente com morte cerebral). Entender os critérios de cada classe é vital para a tomada de decisão clínica. A escala de Karnofsky, por sua vez, é uma medida do status de performance do paciente, crucial em oncologia para avaliar a capacidade funcional e a qualidade de vida. Ela varia de 0% (morto) a 100% (normal, sem queixas). Um paciente com Karnofsky de 90% é capaz de realizar atividades normais com sintomas ou sinais menores da doença, enquanto 70% indica que o paciente cuida de si, mas é incapaz de realizar atividades normais ou trabalhar ativamente. A correta aplicação dessas escalas permite uma avaliação mais precisa do risco e do prognóstico. Para residentes, a habilidade de aplicar corretamente essas classificações é essencial para a comunicação interdisciplinar e para o planejamento terapêutico. Um paciente com carcinoma esofágico, mesmo com sintomas gastrointestinais, mas que mantém suas atividades laborais e comorbidades controladas, se enquadra em ASA 2 (devido ao DM e HAS controlados) e Karnofsky 90% (devido à capacidade de trabalhar). Dominar essas ferramentas otimiza a segurança do paciente e a eficácia do tratamento.
A classificação ASA 2 é atribuída a pacientes com doença sistêmica leve, bem controlada, sem limitação funcional significativa. Exemplos incluem diabetes mellitus bem controlado, hipertensão arterial controlada, obesidade leve a moderada, ou doença pulmonar leve sem exacerbações recentes.
A escala de Karnofsky avalia o status de performance do paciente, variando de 0% (morto) a 100% (normal, sem queixas). É amplamente utilizada em oncologia para determinar a capacidade do paciente de tolerar tratamentos, prever prognóstico e guiar decisões terapêuticas, baseando-se na capacidade de realizar atividades diárias e trabalhar.
ASA 1 refere-se a um paciente saudável, sem doenças sistêmicas. ASA 2 refere-se a um paciente com doença sistêmica leve, bem controlada, que não causa limitação funcional substancial. A presença de comorbidades crônicas controladas, como diabetes ou hipertensão, geralmente classifica o paciente como ASA 2.
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