Classificação ASA: Entenda o ASA 6 e Doação de Órgãos

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Há mais de 50 anos, a Sociedade Americana de Anestesiologia, apoiada na avaliação clínica pré-operatória, estabeleceu uma classificação do estado físico do doente, que tem implicações em relação ao ato operatório e que ainda hoje é intensamente utilizada. Posteriormente, foi incluída a classificação de ASA 6, representada por pacientes com qual das características a seguir?

Alternativas

  1. A) Criança recém-nascida portadora de malformação cardíaca grave.
  2. B) Gestante em parada cardíaca candidata a cesárea pos mortem.
  3. C) Presença de morte cerebral e candidato a doação de órgãos.
  4. D) Mínima chance de sobrevivência; operação como último recurso.
  5. E) Doença sistêmica incapacitante com risco de morte com ou sem operação.

Pérola Clínica

ASA 6 = paciente com morte cerebral confirmada, candidato à doação de órgãos.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente antes da cirurgia, correlacionando-o com o risco anestésico-cirúrgico. O ASA 6 foi adicionado posteriormente para categorizar especificamente pacientes com morte cerebral confirmada, que são mantidos em suporte vital para fins de doação de órgãos, representando um cenário clínico e ético particular.

Contexto Educacional

A classificação do estado físico da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) é uma ferramenta universalmente utilizada para estratificar o risco pré-operatório. Ela fornece uma estimativa do risco de morbimortalidade associado à anestesia e cirurgia, sendo fundamental para o planejamento do cuidado anestésico e cirúrgico. Compreender essa classificação é essencial para todos os profissionais envolvidos no perioperatório. A escala original da ASA variava de ASA 1 (paciente saudável) a ASA 5 (paciente moribundo com expectativa de vida < 24h, com ou sem cirurgia). Posteriormente, foi incluído o ASA 6 para pacientes com morte cerebral declarada, cujos órgãos serão removidos para doação. A fisiopatologia da morte cerebral envolve a cessação irreversível de todas as funções do tronco cerebral e do córtex, confirmada por critérios clínicos e exames complementares específicos. O ASA 6 é um ponto de atenção crucial, pois, embora o paciente esteja legalmente morto, ele é mantido em suporte vital para preservar a viabilidade dos órgãos a serem doados. O prognóstico para o paciente é inexistente, mas a classificação é vital para a logística e a ética da doação de órgãos, exigindo uma abordagem multidisciplinar e sensível. É um conceito essencial para a prática anestésica, de terapia intensiva e para a compreensão do processo de doação de órgãos.

Perguntas Frequentes

O que significa a classificação ASA na anestesiologia?

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma escala que avalia o estado físico do paciente antes de um procedimento cirúrgico, estratificando o risco anestésico-cirúrgico com base em doenças preexistentes e sua gravidade.

Qual a diferença entre ASA 5 e ASA 6?

ASA 5 refere-se a um paciente moribundo que não se espera que sobreviva sem a cirurgia, com alta probabilidade de óbito em 24 horas. ASA 6, por sua vez, é um paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos serão removidos para doação.

Por que o ASA 6 foi incluído na classificação?

O ASA 6 foi incluído para categorizar de forma específica os pacientes com morte cerebral, que, embora legalmente mortos, são mantidos em suporte vital para permitir a doação de órgãos. Essa categoria reconhece a complexidade ética e logística envolvida nesses casos.

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