Classificação ASA: Hipertensão Controlada e Risco Cirúrgico

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 44 anos, procura avaliação pré-operatória para videocolecistectomia programada para próxima semana. Refere ser hipertensa em uso regular de antihipertensivo, apresenta peso 75 Kg, 1,65m de altura e pressão arterial 120x80mmHg. Nega qualquer outra comorbidade e apresenta exames laboratoriais normais. Qual sua classificação de acordo com a American Society of Anesthesiologists (ASA)?

Alternativas

  1. A) ASA I
  2. B) ASA II
  3. C) ASA III
  4. D) ASA IV

Pérola Clínica

Hipertensão controlada sem outras comorbidades = ASA II.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para determinar o risco anestésico-cirúrgico. Um paciente com doença sistêmica leve, como hipertensão arterial controlada, sem limitações funcionais significativas, é classificado como ASA II.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é um sistema amplamente utilizado para avaliar o estado físico dos pacientes antes de procedimentos cirúrgicos, fornecendo uma estimativa do risco anestésico-cirúrgico. É uma ferramenta essencial na avaliação pré-operatória, permitindo que anestesiologistas e cirurgiões tomem decisões informadas sobre o manejo do paciente e a comunicação de riscos. A escala varia de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral), com uma categoria adicional para emergências (E). No caso de uma paciente com hipertensão arterial sistêmica controlada, sem outras comorbidades ou limitações funcionais, a classificação correta é ASA II. Esta categoria engloba pacientes com doença sistêmica leve que não causa limitações funcionais significativas. Exemplos incluem hipertensão arterial bem controlada, diabetes mellitus tipo 2 sem complicações, obesidade leve ou moderada, e tabagismo social. É fundamental diferenciar de ASA I, que é um paciente completamente saudável, e ASA III, que envolve doenças sistêmicas graves com limitações funcionais. Compreender a classificação ASA é crucial para residentes, pois influencia diretamente o planejamento anestésico, a escolha de medicamentos, a monitorização intraoperatória e o manejo pós-operatório. Uma avaliação precisa do estado físico do paciente contribui para a segurança do procedimento e a otimização dos resultados, sendo um pilar da prática anestesiológica e cirúrgica segura.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a classificação ASA I?

ASA I é atribuído a um paciente saudável, sem qualquer doença sistêmica, que não fuma, não bebe álcool regularmente e não usa drogas recreativas. É o paciente ideal para cirurgia eletiva.

O que diferencia um paciente ASA II de um ASA III?

ASA II é um paciente com doença sistêmica leve, bem controlada, sem limitações funcionais (ex: hipertensão controlada, diabetes tipo 2 sem complicações). ASA III é um paciente com doença sistêmica grave, com limitações funcionais, mas que não é uma ameaça constante à vida (ex: angina estável, diabetes com complicações, DPOC moderado).

Por que a classificação ASA é importante na avaliação pré-operatória?

A classificação ASA é um preditor de morbidade e mortalidade perioperatória. Ela ajuda a equipe cirúrgica e anestésica a estratificar o risco, planejar a conduta anestésica, otimizar o paciente e informar o paciente sobre os riscos envolvidos no procedimento.

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