Classificação ASA: Entenda o Risco Anestésico em Pediatria

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025

Enunciado

A American Society of Anesthesiology (ASA) mais apropriada para uma criança de 8 anos com asma exacerbada e obesidade mórbida, que está sendo avaliada para uma cirurgia de apendicectomia, é:

Alternativas

  1. A) ASA 4.
  2. B) ASA 2.
  3. C) ASA 1.
  4. D) ASA 3.

Pérola Clínica

ASA 3 = doença sistêmica grave, não incapacitante, mas com limitações funcionais (ex: asma exacerbada + obesidade mórbida).

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para determinar o risco anestésico. Um paciente com doença sistêmica grave, mas que não o incapacita completamente, como asma exacerbada e obesidade mórbida, se enquadra na classe ASA 3.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiology (ASA) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o estado físico do paciente antes da cirurgia, fornecendo uma estimativa do risco anestésico e cirúrgico. Ela não se refere à complexidade do procedimento, mas sim à saúde geral do paciente e à presença de comorbidades. Compreender e aplicar corretamente a escala ASA é fundamental para a segurança do paciente e o planejamento anestésico. A escala ASA varia de 1 a 6: ASA 1 (paciente saudável), ASA 2 (doença sistêmica leve), ASA 3 (doença sistêmica grave, não incapacitante), ASA 4 (doença sistêmica grave e incapacitante, com risco de vida constante), ASA 5 (paciente moribundo, sem expectativa de sobreviver sem a cirurgia) e ASA 6 (paciente com morte cerebral para doação de órgãos). No caso da criança com asma exacerbada (doença respiratória grave e ativa) e obesidade mórbida (comorbidade significativa que afeta múltiplos sistemas), ela se enquadra na classe ASA 3, pois possui uma doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é imediatamente fatal. A avaliação pré-operatória de pacientes ASA 3 exige atenção redobrada. O anestesiologista deve otimizar as condições clínicas do paciente (ex: controle da asma) antes da cirurgia, sempre que possível. A presença de múltiplas comorbidades, como asma e obesidade, aumenta o risco de complicações respiratórias, cardiovasculares e metabólicas no período perioperatório. Para residentes, o domínio da classificação ASA é crucial para a comunicação eficaz com a equipe cirúrgica e para a tomada de decisões clínicas seguras.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios gerais para a classificação ASA?

A classificação ASA varia de 1 (paciente saudável) a 6 (paciente com morte cerebral). Ela avalia a gravidade da doença sistêmica do paciente e seu impacto na função, não o procedimento cirúrgico em si.

Por que a asma exacerbada e a obesidade mórbida elevam o risco anestésico?

A asma exacerbada aumenta o risco de broncoespasmo e complicações respiratórias durante a anestesia. A obesidade mórbida está associada a dificuldades de intubação, apneia do sono, doenças cardíacas e pulmonares, elevando o risco de eventos adversos.

Quais são as implicações clínicas de um paciente ser classificado como ASA 3?

Um paciente ASA 3 possui uma doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Isso implica em um risco aumentado de morbidade e mortalidade perioperatória, exigindo uma avaliação pré-operatória mais detalhada e um plano anestésico mais cauteloso.

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