USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Homem, 52 anos, será submetido a colectomia subtotal devido a doença diverticular. O paciente tem hipertensão arterial e diabetes mellitus controlados com uso correto e regular de medicamentos. Qual a classificação pré-operatória desse paciente conforme os critérios de risco cirúrgico anestésico da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA)?
ASA II = paciente com doença sistêmica leve a moderada, bem controlada, sem limitação funcional (ex: HAS e DM controlados).
A classificação ASA é uma ferramenta crucial na avaliação pré-operatória, indicando o estado físico do paciente e o risco anestésico-cirúrgico. Um paciente com hipertensão arterial e diabetes mellitus bem controlados, sem outras comorbidades graves ou limitação funcional, é classificado como ASA II, pois possui uma doença sistêmica leve a moderada que não incapacita.
A classificação da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o estado físico do paciente antes de um procedimento cirúrgico, fornecendo uma estimativa do risco anestésico-cirúrgico. Essa classificação varia de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral), com uma categoria adicional para emergências (E). No caso apresentado, o paciente de 52 anos será submetido a uma colectomia subtotal e possui hipertensão arterial e diabetes mellitus, ambas controladas com uso correto e regular de medicamentos. Pacientes com doenças sistêmicas leves a moderadas, que estão bem controladas e não causam limitação funcional significativa, são classificados como ASA II. Exemplos típicos de ASA II incluem hipertensão arterial controlada, diabetes mellitus tipo 2 controlado, obesidade (IMC 30-39,9), doença pulmonar obstrutiva crônica leve, ou tabagismo atual. A presença de duas condições crônicas controladas, como hipertensão e diabetes, ainda se enquadra no ASA II, desde que não haja evidência de dano a órgãos-alvo ou descontrole metabólico. Para residentes, o domínio da classificação ASA é fundamental na avaliação pré-operatória. Ela permite uma comunicação eficaz com a equipe cirúrgica, auxilia na tomada de decisões sobre o manejo perioperatório e contribui para a segurança do paciente. É importante diferenciar um paciente com doença crônica controlada (ASA II) de um paciente com doença crônica descontrolada ou com complicações (ASA III ou superior), pois essa distinção impacta diretamente o plano anestésico e o prognóstico cirúrgico.
ASA I é atribuído a um paciente saudável, sem doença sistêmica, não fumante, sem ou com consumo mínimo de álcool. É um paciente sem qualquer alteração patológica além daquela que motivou a cirurgia.
ASA II é para pacientes com doença sistêmica leve a moderada, bem controlada, sem limitação funcional (ex: HAS ou DM controlados). ASA III é para pacientes com doença sistêmica grave, com limitação funcional, mas sem risco iminente de morte (ex: angina estável, DM com complicações).
A classificação ASA é crucial para padronizar a avaliação do estado físico do paciente, auxiliar na comunicação entre os profissionais de saúde, estimar o risco de morbimortalidade perioperatória e guiar o planejamento anestésico-cirúrgico, otimizando a segurança do paciente.
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