Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Paciente de 65 anos, sexo masculino, HAS, DM, com histórico de IAM há 3 anos com necessidade de inserção de stent, em uso de AAS, losartana, atenolol e metformina, assintomático do ponto de vista cardiovascular e exame físico normal, será submetido a cirurgia de catarata, qual a classificação de estado físico ASA?
Paciente com doença sistêmica grave controlada (HAS, DM, IAM prévio com stent) = ASA III, mesmo assintomático.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificação de risco cirúrgico. Um paciente com múltiplas comorbidades sistêmicas graves e controladas, como HAS, DM e IAM prévio com stent, mesmo que assintomático e com exame físico normal, é classificado como ASA III.
A classificação de estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar o risco cirúrgico de pacientes. Ela categoriza os pacientes em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral). A correta aplicação dessa classificação é crucial para a segurança do paciente e para a comunicação entre a equipe cirúrgica e anestésica. No caso apresentado, o paciente possui 65 anos e múltiplas comorbidades: hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) e histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) há 3 anos com inserção de stent. Embora esteja assintomático do ponto de vista cardiovascular e com exame físico normal, a presença dessas doenças sistêmicas graves, mesmo que controladas por medicação, o enquadra na categoria ASA III. Um paciente ASA III é definido como aquele com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Exemplos clássicos incluem angina estável, IAM prévio, diabetes mellitus com complicações micro ou macrovasculares, HAS mal controlada, ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave. A cirurgia de catarata, embora de baixo risco, exige uma avaliação precisa do estado geral do paciente.
ASA III é para pacientes com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Exemplos incluem diabetes mellitus e hipertensão arterial mal controladas, doença pulmonar obstrutiva crônica grave, angina estável, IAM prévio, insuficiência cardíaca congestiva com sintomas leves.
Não. Mesmo assintomático, o histórico de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a presença de stent coronariano representam uma doença sistêmica grave e controlada, que por definição se enquadra na classificação ASA III, não ASA II.
A classificação ASA é uma ferramenta padronizada para estimar o risco de morbimortalidade perioperatória. Ela auxilia na tomada de decisões clínicas, na comunicação entre a equipe e na comparação de resultados cirúrgicos, sendo um preditor independente de complicações.
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