Classificação ASA: Entenda o Risco Cirúrgico

CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, 64 anos, apresenta-se para avaliação pré-operatória (Risco cirúrgico) com história de doença coronária com uso de stent há mais de 3 meses, HAS bem controlada, nega outras comorbidades. Apenas com esses dados, podemos classificá-lo como ASA:

Alternativas

  1. A) I
  2. B) II
  3. C) III
  4. D) IV

Pérola Clínica

ASA III = doença sistêmica grave, não incapacitante (ex: DAC com stent > 3 meses, HAS controlada).

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. Pacientes com doença sistêmica grave, mas que não são incapacitantes e estão bem controladas, como DAC com stent há mais de 3 meses e HAS controlada, se enquadram na classe ASA III.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-operatória, utilizada para estimar o risco anestésico-cirúrgico de um paciente. Ela categoriza o estado físico do paciente em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral). Compreender essa classificação é essencial para a segurança do paciente e para a tomada de decisões clínicas. Para classificar um paciente, o médico deve considerar todas as comorbidades e seu grau de controle. Um paciente com doença arterial coronariana (DAC) e stent, mesmo que há mais de 3 meses e com HAS bem controlada, já possui uma doença sistêmica grave que, embora não seja incapacitante no momento, o eleva para a classe ASA III. É crucial diferenciar de ASA II, que se refere a doenças sistêmicas leves sem limitação funcional. O conhecimento da classificação ASA permite aos residentes e estudantes de medicina uma melhor compreensão dos riscos envolvidos em procedimentos cirúrgicos, auxiliando na comunicação com o paciente e a equipe, e na escolha das melhores estratégias de manejo perioperatório. A correta estratificação de risco é um pilar da segurança do paciente em anestesia e cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a classificação ASA III?

A classe ASA III é atribuída a pacientes com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Exemplos incluem angina estável, infarto do miocárdio prévio, HAS ou DM mal controlados, DPOC sintomático, obesidade mórbida.

Como a presença de um stent coronariano afeta a classificação ASA?

A presença de doença arterial coronariana, mesmo que tratada com stent e bem controlada, geralmente classifica o paciente como ASA III, pois representa uma doença sistêmica grave subjacente.

Qual a importância da avaliação pré-operatória na classificação ASA?

A avaliação pré-operatória é crucial para identificar comorbidades e determinar a classe ASA, auxiliando na estimativa do risco anestésico-cirúrgico e no planejamento da conduta perioperatória.

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