Classificação ASA: Indicador Chave na Avaliação Pré-Operatória

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Sobre a avaliação pré-operatória do paciente, assinale a opção CORRETA

Alternativas

  1. A) A classificação da American Society of Anesthesiologist (ASA) apesar de simples e subjetiva é um bom indicador independente de mortalidade;
  2. B) Um paciente de 43 anos, previamente hígido e que será submetido a cirurgia eletiva de baixo risco (hernioplastia inguinal convencional) deve realizar apenas hemograma, coagulograma, glicemia e eletrocardiograma como parte imprecidível da avaliação pré-opertória;
  3. C) Suspensão do tabagismo e uso de broncodilatadores no período pré-operatório podem diminuir complicações pulmonares em casos selecionados, diferentemente do uso de corticoide em asmáticos, o qual não mostrou benefício;
  4. D) Dosagem de albumina, de AST e ALT, além do tempo de protrombina são usados para avaliar a função hepática;
  5. E) pacientes com níveis de hemoglobina abaixo de 6g/dl, com programação de cirurgia eletiva, geralmente necessitam hemotransfusão até atingirem níveis normais de hematimetria.

Pérola Clínica

A classificação ASA, embora subjetiva, é um preditor independente de mortalidade e morbidade perioperatória.

Resumo-Chave

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma ferramenta simples e amplamente utilizada para estratificar o estado físico do paciente antes da cirurgia. Apesar de sua simplicidade e certo grau de subjetividade, ela se correlaciona bem com o risco de morbidade e mortalidade perioperatória, sendo um indicador independente e valioso na avaliação pré-operatória.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um processo fundamental para otimizar o estado de saúde do paciente antes de um procedimento cirúrgico, visando reduzir o risco de complicações. Um dos pilares dessa avaliação é a classificação do estado físico do paciente, sendo a escala da American Society of Anesthesiologists (ASA) a mais utilizada globalmente. A classificação ASA, que varia de I (paciente saudável) a VI (paciente com morte cerebral), categoriza o paciente com base em suas comorbidades e limitações funcionais. Embora seja reconhecidamente simples e possua um certo grau de subjetividade na sua aplicação, diversos estudos demonstraram que a classificação ASA é um preditor independente e robusto de morbidade e mortalidade perioperatória. Isso a torna uma ferramenta valiosa para a comunicação entre a equipe cirúrgica e anestésica, e para a estratificação de risco. É crucial que residentes compreendam que a avaliação pré-operatória vai além da classificação ASA, incluindo a otimização de comorbidades, a revisão de medicações, a solicitação racional de exames complementares (evitando exames desnecessários em pacientes de baixo risco) e a discussão dos riscos e benefícios com o paciente. A suspensão do tabagismo e o manejo adequado de doenças crônicas, como asma, são exemplos de intervenções que podem impactar positivamente o prognóstico perioperatório.

Perguntas Frequentes

O que é a classificação ASA e qual sua finalidade?

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema de estratificação do estado físico do paciente, de ASA I (saudável) a ASA VI (morte cerebral), utilizado para estimar o risco perioperatório de morbidade e mortalidade.

Por que a classificação ASA é considerada um bom indicador de mortalidade, apesar de subjetiva?

Apesar de ter um componente subjetivo, a classificação ASA reflete a gravidade das comorbidades do paciente e sua capacidade funcional, sendo consistentemente validada em grandes estudos como um preditor independente e robusto de desfechos adversos perioperatórios.

Quais exames pré-operatórios são realmente imprescindíveis para um paciente hígido submetido a cirurgia de baixo risco?

Para um paciente hígido (ASA I ou II) submetido a cirurgia de baixo risco, a necessidade de exames complementares é mínima e individualizada. Hemograma, coagulograma, glicemia e ECG não são rotineiramente indicados para todos, devendo ser solicitados com base na história clínica e exame físico.

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