Classificação ASA III: Entenda o Risco Anestésico-Cirúrgico

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 56 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e infarto agudo do miocárdio há três anos com necessidade de inserção de stent, em uso de AAS, losartana, atenolol e metformina, assintomático do ponto de vista cardiovascular e exame físico normal, será submetido a cirurgia de correção de fratura em membro inferior. Qual a classificação de estado físico ASA?

Alternativas

  1. A) I.
  2. B) II.
  3. C) III.
  4. D) IV.
  5. E) V.

Pérola Clínica

ASA III = paciente com doença sistêmica grave, mas não incapacitante, como IAM prévio, DM e HAS controladas.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para determinar o risco anestésico-cirúrgico. Um paciente com múltiplas comorbidades controladas, como hipertensão, diabetes e histórico de infarto com stent, mesmo que assintomático, é classificado como ASA III devido à gravidade subjacente das doenças.

Contexto Educacional

A classificação do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar o risco anestésico-cirúrgico de um paciente. Ela categoriza os pacientes em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral). Essa classificação é crucial para a tomada de decisões clínicas, planejamento anestésico e comunicação entre a equipe de saúde, além de ser um preditor independente de morbimortalidade perioperatória. Um paciente é classificado como ASA III quando apresenta doença sistêmica grave, mas que não é incapacitante e está bem controlada. Exemplos incluem hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus controladas, histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio com stent, angina pectoris estável, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada ou obesidade mórbida. Mesmo que o paciente esteja assintomático do ponto de vista cardiovascular e com exame físico normal, a presença de comorbidades significativas e o histórico de eventos graves, como um IAM com stent, justificam essa classificação. A avaliação pré-operatória detalhada é essencial para otimizar o estado de saúde do paciente antes da cirurgia, minimizando riscos. Isso pode incluir ajustes na medicação, exames complementares e, em alguns casos, consulta com especialistas. A classificação ASA, embora subjetiva em certa medida, fornece uma estrutura padronizada para estimar o risco e guiar a conduta, sendo um pilar na segurança do paciente cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a classificação ASA II?

ASA II é para pacientes com doença sistêmica leve, sem limitações funcionais significativas, como hipertensão controlada, diabetes tipo 2 sem complicações, obesidade leve ou tabagismo social.

O que diferencia um paciente ASA III de um ASA IV?

Um paciente ASA III possui doença sistêmica grave, mas não incapacitante, enquanto um ASA IV tem doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida, como insuficiência cardíaca grave, angina instável ou doença renal em estágio terminal.

Qual a importância da classificação ASA na prática clínica?

A classificação ASA é fundamental para a avaliação pré-operatória, auxiliando na estimativa do risco anestésico-cirúrgico, na comunicação entre a equipe médica, no planejamento da anestesia e na otimização das condições do paciente antes da cirurgia.

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