Classificação ASA: Entenda o Risco Anestésico-Cirúrgico

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à classificação de estado físico pela Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA), assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas

  1. A) Paciente, 57 anos, masculino, com HAS controlada e colecistite aguda calculosa – ASA I. 
  2. B) Paciente, 62 anos, masculino, cirrótico, Child C, com perfuração de cólon após paracentese abdominal – ASA III. 
  3. C) Paciente, 72 anos, masculino, com enfisema pulmonar e hipertensão pulmonar moderada, com oclusão arterial aguda em membro inferior esquerdo – ASA III. 
  4. D) Paciente, 16 anos, feminino, hígida, com diagnóstico de hérnia umbilical pequena redutível – ASA II. 

Pérola Clínica

ASA III = Doença sistêmica grave que limita atividade, mas não incapacita ou ameaça a vida constantemente.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. ASA I é para paciente saudável, ASA II para doença sistêmica leve, ASA III para doença sistêmica grave que limita a atividade, ASA IV para doença sistêmica grave que ameaça a vida e ASA V para paciente moribundo.

Contexto Educacional

A classificação do estado físico pela Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA) é uma ferramenta essencial na prática médica para estratificar o risco anestésico-cirúrgico dos pacientes. Desenvolvida em 1941, ela fornece uma avaliação padronizada da saúde geral do paciente, permitindo que a equipe cirúrgica e anestésica planeje o manejo perioperatório de forma mais segura e eficaz. Compreender cada classe é fundamental para residentes de todas as especialidades cirúrgicas e anestesiologia. A classificação varia de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral para doação de órgãos). As classes intermediárias são: ASA II para pacientes com doença sistêmica leve (ex: hipertensão controlada, diabetes tipo 2 sem complicações), ASA III para pacientes com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante (ex: DPOC moderado, angina estável), e ASA IV para pacientes com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida (ex: infarto do miocárdio recente, insuficiência renal terminal em diálise). É importante notar que a classificação ASA avalia o estado físico basal do paciente e não a complexidade da cirurgia. A presença de uma condição aguda que agrava o estado físico, como uma colecistite aguda ou uma oclusão arterial, deve ser considerada na classificação. A correta aplicação da escala ASA permite uma comunicação clara entre os profissionais de saúde e auxilia na tomada de decisões clínicas, contribuindo para a segurança do paciente e a otimização dos resultados cirúrgicos.

Perguntas Frequentes

O que significa cada classe da classificação ASA?

ASA I: paciente saudável; ASA II: paciente com doença sistêmica leve (ex: HAS controlada); ASA III: paciente com doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante (ex: DPOC moderado); ASA IV: paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida (ex: IAM recente); ASA V: paciente moribundo que não sobreviveria sem a cirurgia; ASA VI: paciente com morte cerebral para doação de órgãos.

Como uma hipertensão arterial controlada se encaixa na classificação ASA?

Mesmo uma hipertensão arterial controlada é considerada uma doença sistêmica leve, classificando o paciente como ASA II. ASA I é reservado para pacientes completamente saudáveis, sem nenhuma condição médica preexistente.

Qual a classificação ASA para um paciente com cirrose Child C e perfuração intestinal?

Um paciente com cirrose Child C já possui uma doença sistêmica grave que ameaça a vida. A perfuração intestinal é uma condição aguda e grave que agrava ainda mais o quadro. Tal paciente seria classificado como ASA IV (doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida) ou até ASA V (paciente moribundo), dependendo da estabilidade e prognóstico imediato.

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