UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
O escore da American Society Anesthesiology (ASA), classifica os pacientes em função do seu estado físico. Com base na classificação ASA, uma paciente no último trimestre da gestação não complicada é classificada como:
Gestante a termo saudável sem complicações = ASA II devido às alterações fisiológicas da gravidez.
A gestação, mesmo sem complicações, impõe alterações fisiológicas significativas no organismo materno que aumentam o risco anestésico-cirúrgico. Por isso, uma gestante saudável no último trimestre é classificada como ASA II, refletindo essa condição fisiológica especial e não uma doença.
A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-anestésica, utilizada para estratificar o risco cirúrgico e anestésico dos pacientes. Ela categoriza o estado físico em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral), com um sufixo 'E' para procedimentos de emergência. A correta aplicação desta classificação é crucial para o planejamento anestésico e a comunicação entre a equipe médica. A gestação, mesmo quando não complicada, induz uma série de alterações fisiológicas significativas no organismo materno, como aumento do volume plasmático, débito cardíaco, consumo de oxigênio e alterações na função pulmonar e renal. Essas mudanças, embora fisiológicas, representam uma condição que impacta a reserva orgânica e, consequentemente, o risco anestésico. Por essa razão, uma gestante saudável no último trimestre é classificada como ASA II, e não ASA I, reconhecendo essa condição especial. Entender a classificação ASA é vital para residentes, pois permite uma avaliação de risco padronizada, auxilia na tomada de decisões sobre o tipo de anestesia e monitorização, e contribui para a segurança do paciente. A gestação é um exemplo clássico de como uma condição fisiológica pode elevar o escore ASA, exigindo atenção e manejo adequados.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco anestésico-cirúrgico, variando de ASA I (saudável) a ASA VI (morte cerebral), com categorias adicionais para emergência (E).
Uma gestante saudável é classificada como ASA II devido às alterações fisiológicas normais da gravidez, como aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco e consumo de oxigênio, que impactam a reserva funcional e o risco anestésico.
ASA I refere-se a um paciente saudável, sem doença sistêmica. ASA II descreve um paciente com doença sistêmica leve ou moderada, ou uma condição fisiológica que impacta a reserva, como a gestação, sem limitação funcional significativa.
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