UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 30 anos, tabagista, será submetido à cirurgia eletiva de herniorrafia inguinal unilateral. Na avaliação pré-anestésica, negou uso de medicações, alergias, doenças em tratamento e procedimentos cirúrgicos anteriores; apresenta-se assintomático no momento. Exame físico sem alterações e exames laboratoriais básicos (hemograma, coagulograma, função renal e hepática) normais. Qual a classificação do estado físico deste paciente segundo a American Society of Anesthesiologists (ASA)?
Tabagismo ativo, mesmo sem outras comorbidades, classifica o paciente como ASA II para cirurgia eletiva.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para estratificar o risco anestésico-cirúrgico. O tabagismo ativo é considerado uma doença sistêmica leve que não limita a atividade, mas aumenta o risco, enquadrando o paciente em ASA II.
A classificação do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-anestésica, utilizada globalmente para estratificar o risco cirúrgico e anestésico dos pacientes. Ela categoriza os pacientes de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral), com uma categoria "E" adicional para emergências. A correta aplicação dessa classificação é crucial para o planejamento anestésico e a comunicação entre a equipe médica. A classificação ASA não se baseia apenas na presença de sintomas, mas também em condições sistêmicas que podem impactar o risco. Um paciente tabagista ativo, mesmo que assintomático e sem outras comorbidades evidentes, é classificado como ASA II. Isso ocorre porque o tabagismo é uma doença sistêmica que afeta múltiplos órgãos, aumentando o risco de complicações pulmonares (como broncoespasmo, atelectasia, pneumonia) e cardiovasculares (como isquemia miocárdica) no período perioperatório. Compreender os critérios de cada classe ASA é vital para residentes. A distinção entre ASA I e ASA II, por exemplo, muitas vezes reside em condições como tabagismo, obesidade leve (IMC 30-39,9 kg/m²), hipertensão arterial ou diabetes mellitus bem controlados, que não causam limitação funcional, mas representam um risco aumentado. A avaliação pré-anestésica completa, incluindo histórico detalhado e exames complementares, permite uma classificação precisa e a implementação de estratégias para otimizar o paciente antes da cirurgia, visando a segurança e o melhor desfecho possível.
ASA I é um paciente saudável, sem doença sistêmica. ASA II é um paciente com doença sistêmica leve, bem controlada, sem limitação funcional, como tabagismo, obesidade leve ou hipertensão controlada.
O tabagismo ativo é considerado uma doença sistêmica leve que, mesmo na ausência de sintomas agudos, aumenta o risco de complicações pulmonares e cardiovasculares perioperatórias, justificando a classificação ASA II.
A avaliação pré-anestésica permite identificar comorbidades, otimizar o estado de saúde do paciente antes da cirurgia, planejar a anestesia mais segura e reduzir o risco de complicações perioperatórias.
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